ChatGPT consome 0,34 Wh por consulta e levanta alerta sobre gasto energético

O avanço da inteligência artificial no dia a dia tem um custo energético que preocupa especialistas e governos. Cada consulta feita ao ChatGPT, por exemplo, consome cerca de 0,34 watt – hora (Wh) de eletricidade, segundo Sam Altman, CEO da OpenAI. A informação foi publicada no blog oficial do executivo e revela um dos lados menos comentados da tecnologia: o enorme gasto de energia necessário para manter esses sistemas funcionando.
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De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) publicado em 2025, o consumo de eletricidade dos data centers é responsável por cerca de 180 milhões de toneladas de emissões indiretas de gás carbônico por ano. Esse número inclui todas as atividades realizadas nesses centros de dados, não apenas a inteligência artificial, mas o peso da IA já é significativo.
Por que a IA consome tanta energia?
O funcionamento de modelos como o ChatGPT exige uma capacidade imensa de processamento de dados. Durante o treinamento, centenas ou até milhares de servidores trabalham continuamente por semanas ou meses. Mas o gasto não para por aí. Sempre que um usuário envia uma pergunta, começa a fase de inferência, em que a IA analisa a solicitação e realiza os cálculos necessários.
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Para gerar uma resposta, as GPUs (chips de processamento gráfico) precisam executar uma grande quantidade de cálculos em poucos segundos. O processo envolve bilhões de operações matemáticas realizadas pela rede neural. Estima – se que a inferência já representa entre 80% e 90% do consumo energético total da inteligência artificial.
Ou seja, a maior parte da energia é usada para responder aos usuários, e não no treinamento dos modelos.
Altman compara o consumo de uma consulta ao ChatGPT ao de um forno ligado por pouco mais de um segundo ou de uma lâmpada de alta eficiência por alguns minutos. “As pessoas costumam ter curiosidade sobre quanta energia uma consulta ao ChatGPT consome”, escreveu o CEO da OpenAI.
O impacto ambiental do uso intenso de IA
O consumo de energia da IA traz consequências ambientais que vão além da eletricidade. Especialistas estimam que a emissão de carbono por data centers e IAs pode chegar a 500 milhões de toneladas até 2035. Há também o uso de água para resfriamento dos equipamentos: uma única pergunta ao ChatGPT consome, em média, 0,32 ml de água.
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Outro problema é o descarte de resíduos eletrônicos. Quando os equipamentos usados nos data centers atingem o fim da vida útil, são descartados, gerando um passivo ambiental adicional. A demanda por GPUs, que se tornaram peças – chave com o avanço da IA, também contribui para esse cenário.
Além da eletricidade necessária para manter os chips funcionando, é preciso resfriar os equipamentos para evitar superaquecimento. Por isso, alguns data centers utilizam grandes volumes de água e sistemas de refrigeração que aumentam ainda mais o consumo de recursos.
A tendência de aumento no consumo
Especialistas apontam que a demanda de eletricidade relacionada à inteligência artificial deve continuar crescendo nos próximos anos. A expansão dos data centers e o aumento do uso de diferentes modelos de IA estão por trás desse movimento. Sistemas cada vez mais avançados exigem uma grande quantidade de poder computacional.
Mesmo com melhorias de eficiência, os novos modelos costumam precisar de mais processamento para serem treinados e utilizados. Como o setor de inteligência artificial continua crescendo em ritmo acelerado, a tendência é que o consumo total de energia também aumente nos próximos anos.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



