PF cumpre 2 mandados em operação sobre suposto plano contra embaixada dos EUA

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta – feira (2), uma operação para apurar um suposto plano contra a embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil. Agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, mas os alvos e as cidades onde as medidas foram executadas ainda não foram divulgados oficialmente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A investigação corre sob sigilo.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal após indícios de que um grupo estaria articulando ações hostis contra representações diplomáticas americanas em território nacional. A PF não detalhou a natureza da ameaça, tampouco se há suspeitos presos ou foragidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Até o momento, a corporação não se pronunciou sobre os materiais apreendidos ou possíveis ligações com organizações criminosas.
Investigação em andamento e contexto diplomático
A operação desta sexta – feira ocorre em um momento de tensão nas relações internacionais, embora a PF não tenha relacionado o caso a eventos específicos. A embaixada dos EUA em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife são alvos de esquemas de segurança reforçados desde o início das apurações.
Fontes ligadas à investigação indicam que os mandados foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais, com apreensão de documentos, computadores e celulares. O material passará por perícia para verificar se há conexões com atos de espionagem, sabotagem ou ataques cibernéticos.
A PF também analisa mensagens e registros financeiros dos investigados.
Leia também
O caso é acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores e pela embaixada americana, que mantêm contato com as autoridades brasileiras. A pasta não emitiu nota oficial até a publicação desta reportagem. A Polícia Federal informou que novas etapas da operação não estão descartadas, dependendo do avanço das análises periciais.
Histórico de ameaças a representações estrangeiras
Investigações contra alvos diplomáticos não são inéditas no Brasil. Em 2024, a PF já havia desmantelado um grupo que planejava atentados contra consulados europeus em São Paulo. Na ocasião, quatro pessoas foram presas e materiais explosivos foram apreendidos.
O caso atual, no entanto, envolve exclusivamente representações dos Estados Unidos.
Especialistas em segurança internacional consultados pela reportagem avaliam que a ação desta sexta – feira pode estar relacionada a células de extremismo político ou grupos que atuam na fronteira entre crime organizado e terrorismo. A PF não confirmou essa linha de investigação.
A corporação apenas reiterou que as medidas judiciais fazem parte de um inquérito sigiloso em curso.
A operação ocorre em meio a um aumento da vigilância diplomática global, após ataques a consulados no Oriente Médio e na Europa. No Brasil, a segurança de representações estrangeiras é de responsabilidade compartilhada entre a PF, a Polícia Militar e forças de segurança locais.
A embaixada dos EUA em Brasília possui um perímetro de segurança reforçado, com barreiras e câmeras, mas não houve alteração no protocolo após a operação.
Próximos passos da investigação
A PF deve divulgar mais detalhes sobre a operação nos próximos dias, após a conclusão da coleta de provas. Os investigados poderão responder por crimes como atentado contra a segurança nacional, associação criminosa e, se comprovado o plano, tentativa de atentado contra representação diplomática, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
Até o fechamento desta edição, nenhum advogado dos alvos havia se manifestado. O caso segue sob segredo de Justiça na Justiça Federal. A matéria está em atualização.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



