Cerca de 900 cobras soltas em Hengzhou, na China, após enchentes que deixaram 39 mortos

A situação em Hengzhou se agrava com o aumento das picadas de cobra, enquanto autoridades lutam para capturar os répteis soltos após as enchentes devastadoras.

Imagem captada por drone mostra enchente após fortes chuvas causadas pelo tufão Maysak, em Hengzhou, na China, em 6 de julho de 2026

A cidade de Hengzhou, no sul da China, vive uma situação assustadora: cerca de 900 cobras, muitas delas venenosas, estão soltas após as enchentes que já deixaram 39 mortos. Uma mulher morreu após ser picada por uma cobra — possivelmente uma naja — que escapou de fazendas de répteis inundadas.

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A imprensa estatal também reporta que outras pessoas foram mordidas.

Localizada na região de Guangxi, Hengzhou tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e é famosa pela produção de jasmim. A flor, utilizada para fazer chá, é cultivada na área há cerca de 500 anos. Contudo, a cidade se tornou um importante polo de criação de cobras nas últimas décadas.

Mais de 100 espécies são registradas na região, que faz fronteira com o Vietnã e abriga diversos grupos étnicos minoritários.

Desafios para as autoridades locais

A captura das cobras se tornou um desafio significativo para as autoridades locais. Um membro da equipe civil encarregada da captura, identificado apenas como Zhu, revelou ao Beijing News que seu grupo trabalhou incessantemente por dois dias e conseguiu capturar entre 2 mil e 3 mil cobras — número superior às estimativas iniciais.

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A maioria dos animais capturados era composta por cobras – rato.

Zhu explicou que, após enchentes, as cobras costumam se esconder em locais como cantos de casas. Os moradores ajudam a equipe avisando quando veem uma cobra, e os animais capturados são devolvidos à natureza por profissionais. “Capturamos entre duas e três mil em dois dias.

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Praticamente retiramos todas”, afirmou.

Imagens divulgadas pela imprensa mostram momentos inusitados durante a captura das cobras. Em um vídeo, uma pessoa tenta capturar uma cobra nadando nas enchentes enquanto outros aguardam com redes. As reações do público vão desde gritos até risadas nervosas.

Orientações para a população

As autoridades alertam sobre os riscos das picadas de cobra, que podem ser fatais. Moradores contaram ao Beijing News que não conseguiram socorrer a mulher atacada a tempo devido às dificuldades no acesso ao atendimento médico enquanto o veneno agia rapidamente.

Na quarta – feira, o governo local emitiu diretrizes recomendando à população evitar atividades ao ar livre à noite e manter distância de áreas com vegetação densa e lagoas. Essas áreas são propensas a abrigar cobras em busca de alimento e abrigo após as enchentes.

“A maioria das cobras prefere ambientes úmidos e frescos e geralmente não ataca seres humanos sem provocação”, destacou um comunicado da agência estatal Xinhua. O documento também sugere o uso de pó repelente nas entradas das casas para afastar os animais.

Os hospitais da região afirmaram ter estoques suficientes de soro antiofídico para atender à crise, desde que as vítimas recebam tratamento em tempo hábil. Com as águas baixando gradualmente, ainda não está claro por quanto tempo as centenas de cobras continuarão representando um perigo para a população ou se todas serão capturadas antes que o risco diminua.