CEO do Mercado Pago diz que IA já faz mais de 90% do atendimento da empresa

Em entrevista ao programa É Negócio, Andre Chaves afirmou que a tecnologia traz valor, mas “não fará mágica”.

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Foto: Reprodução/CNN Brasil
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Entrevista com Andre Chaves sobre inteligência artificial no Mercado Pago

No programa É Negócio, o CEO do Mercado Pago, Andre Chaves, discutiu a evolução da inteligência artificial e seu impacto nas operações da empresa. Ele destacou que a tecnologia possui um valor significativo para consumidores e empreendedores, mas não deve ser vista como uma solução mágica. “Como empresa, temos a filosofia de que boas tecnologias sempre prevalecem.

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Acreditamos que essa é uma boa tecnologia que traz valor para consumidores, empresários e empreendedores”, afirmou Chaves.

Assistente pessoal e de negócios

Chaves ressaltou que o Mercado Pago tem investido no desenvolvimento de um assistente conversacional dentro do aplicativo, destinado tanto a pessoas físicas quanto jurídicas. Inicialmente, a ferramenta oferecia funções transacionais básicas, como transferências via Pix, mas já avançou para tarefas mais complexas. “Hoje, ele consegue organizar meu dinheiro.

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Você pode dizer: paga essas contas para mim, mas apenas na data de vencimento e separa o dinheiro em um cofre para render até lá. Ele faz isso”, explicou.

O executivo também mencionou planos de expandir o assistente para clientes pessoa jurídica, com uma interface amigável que antecipa necessidades e sugere ações. Além disso, a ferramenta já está sendo utilizada pela força de vendas em campo, auxiliando desde a abordagem comercial até a definição de rotas de atendimento.

Uso interno e ganhos de produtividade

Internamente, Chaves comentou que o acesso a informações se tornou muito mais ágil, eliminando a necessidade de acionar analistas para processar dados. “Com alguns agentes no meu computador, consigo entender o que está acontecendo com a carteira de crédito e com as vendas de forma muito simples”, disse.

Outro avanço mencionado foi a automação de processos que antes eram manuais, como gestão de fraudes, validação de identidade e atendimento ao cliente. “Hoje, mais de 90% do nosso atendimento é realizado por IA, com resultados melhores do que o atendimento humano”, revelou Chaves.

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Senso crítico diante da IA

Ao ser questionado sobre os riscos de confiar excessivamente na tecnologia, Chaves alertou que a inteligência artificial ainda está em um estágio de maturidade e pode cometer erros. “A melhor forma de encarar isso é não achar que a inteligência artificial fará mágica.

Ela não vai, com uma frase, adivinhar o que está na sua cabeça e construir um contexto”, afirmou.

Para lidar com esse desafio, o executivo adota uma prática pessoal de iniciar consultas à IA com perguntas cujas respostas já conhece, como forma de verificar a confiabilidade das respostas. Ele comparou o uso da tecnologia ao trabalho com um analista humano: “Você deve pensar nela como um membro da sua equipe.

O analista receberá uma tarefa e devolverá uma resposta, às vezes precisando de revisão.” Chaves também destacou que a equipe de tecnologia realiza treinamentos constantes para corrigir falhas identificadas nas interações com os clientes.

Sobre o programa É Negócio

O programa É Negócio é uma parceria do NeoFeed com a CNN Brasil, onde Carlos Sambrana entrevista executivos e líderes das maiores empresas do Brasil. Os episódios inéditos vão ao ar todos os domingos, às 20h45, na CNN Brasil, com reprise às quartas-feiras, às 19h15, no CNN Money.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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