CEO da Panvel destaca impacto positivo das canetas emagrecedoras em lucro de R 38,9 milhões

O crescimento expressivo da Panvel é impulsionado pela popularização das canetas emagrecedoras, que devem continuar a alavancar vendas nos próximos anos.

Loja Panvel Farmácia

No segundo trimestre de 2026, o Grupo Panvel registrou um lucro líquido ajustado de R 38,9 milhões, marcando um crescimento de 39,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os números foram divulgados nesta quinta – feira (6) e comentados pelo CEO da companhia, Antônio Napp, em entrevista ao CNN Money.

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A receita bruta do varejo alcançou R 1,63 bilhão, com um aumento de 15,8%, enquanto o Ebitda ajustado foi de R 88,5 milhões, refletindo uma alta de 26,4% na comparação anual.

Segundo a empresa, esse desempenho é atribuído à evolução das lojas maduras e ao incremento da produtividade. No mix de vendas, os medicamentos apresentaram um crescimento de 17%, enquanto o setor de higiene e beleza avançou 13,9%. Vale destacar que os produtos da marca própria Panvel corresponderam a 19,2% das vendas na categoria.

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Impacto das canetas emagrecedoras

Antônio Napp enfatizou a importância das canetas emagrecedoras — medicamentos da classe GLP-1— para os resultados positivos. “Nos últimos dois anos, houve um efeito muito positivo do que a gente chama GLP-1”, comentou. Ele observou que a introdução de versões mais acessíveis desses produtos tem ampliado o acesso ao público e aumentado as vendas nas lojas.

O CEO também destacou que ainda há espaço para crescimento no mercado dessas canetas, já que uma parte significativa da população brasileira não tem acesso regular a esses medicamentos. “Uma grande parte da população ainda compra produtos de origem duvidosa”, alertou Napp, sugerindo que essa categoria continuará sendo um motor de crescimento para a empresa até pelo menos 2027 ou 2028.

Perspectivas de expansão e digitalização

A Panvel opera atualmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e na capital paulista. Napp reafirmou que a prioridade da expansão está nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Segundo ele, essas áreas possuem características demográficas e de renda que favorecem o modelo de negócios da rede.

O CEO anunciou uma meta ambiciosa: dobrar o tamanho da companhia até 2030.

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A digitalização também se destacou como pilar estratégico para a Panvel. No segundo trimestre deste ano, quase 34% das vendas foram realizadas exclusivamente por canais digitais, índice considerado o mais alto do setor. “Isso é muito bom para nós”, afirmou Napp.

Ele acrescentou que essa evolução não apenas atrai novos clientes como também representa uma proteção importante contra a concorrência fora do varejo farmacêutico.

Ações no mercado financeiro

Apesar dos resultados financeiros robustos apresentados pela empresa, as ações da Panvel recuaram cerca de 0,2% ao longo do pregão no dia da divulgação dos números. Napp minimizou essa queda e atribuiu – a a fatores conjunturais e à dinâmica do fluxo de recursos na bolsa brasileira. “Ainda vivemos uma dependência muito grande desse fluxo”, explicou.

Em relação à possibilidade de queda dos juros no Brasil, o CEO apontou que isso poderia trazer benefícios significativos: estimularia o consumo e liberaria capital para investimentos em novas lojas. Além disso, ele não descartou fusões ou parcerias com outros players do setor no futuro. “Nunca estivemos fechados a essa discussão”, concluiu Napp.