Casas Bahia nega à CVM novos aportes em fundo credor no 1º semestre de 2026

Casas Bahia esclarece à CVM que aumento de cotas em fundo credor veio de resultados, não de novos aportes.

17/09/2026 00:22

3 min

Loja das Casas Bahia
Loja das Casas Bahia

O Grupo Casas Bahia negou, em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quarta – feira (16), ter feito novos aportes no primeiro semestre de 2026 em um fundo que aparece como credor na sua recuperação judicial. A resposta veio após a revista Veja publicar reportagem sobre a relação da varejista com o IBCB – AF 01 FIDC IBCB (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Casas Bahia detinha, naquela data, R 1,166 bilhão em cotas subordinadas do FIDC IBCB — o equivalente a 61,08% do patrimônio líquido do fundo.

O que dizem os números do fundo

De acordo com a empresa, essas cotas subordinadas são as primeiras a absorver perdas, antes das cotas seniores, que somavam R743 milhões na mesma data. O aumento do saldo das cotas subordinadas — de R 780 milhões em dezembro de 2025 para R 1,166 bilhão em junho de 2026 — não veio de novos recursos, segundo a Casas Bahia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A variação, de R 386 milhões, teria sido gerada pelo próprio resultado das cotas no período.

O comunicado também detalha que o saldo de R 1,913 bilhão corresponde às obrigações da companhia perante o FIDC IBCB nas informações financeiras individuais de 30 de junho de 2026. Esse valor inclui operações de risco sacado e nota comercial.

A varejista explica que o fundo é consolidado pela empresa por causa do controle e da exposição aos seus riscos e benefícios, e que os saldos entre ambos são eliminados na consolidação, permanecendo apenas as obrigações com terceiros.

Diferença entre os valores na recuperação judicial

Um ponto que gerou questionamento foi a diferença entre o crédito de R 1,085 bilhão listado na relação de credores da recuperação judicial e o saldo de R 1,913 bilhão registrado nas informações financeiras. A Casas Bahia esclarece que o primeiro valor se refere às obrigações com o FIDC IBCB na data do pedido de recuperação judicial, enquanto o segundo é de 30 de junho de 2026.

Leia também

A diferença de aproximadamente R 828 milhões, segundo a empresa, é explicada por movimentações ocorridas entre essas datas — como pagamentos e liquidações no curso normal dos negócios — e por obrigações que não fazem parte do perímetro da recuperação judicial.

A companhia afirma que isso reflete “datas e abrangências distintas”.

Objetivo do fundo e posição da empresa

O FIDC IBCB tem como objetivo adquirir e gerir direitos creditórios originados nas operações do grupo, especialmente os ligados a vendas a prazo e financiamento ao consumidor, conforme regras definidas em regulamento. A administração da Casas Bahia entende que a notícia não revela nenhum ato ou fato relevante que ainda não tivesse sido divulgado, já que os saldos e a estrutura já constavam nas informações financeiras e nos comunicados anteriores sobre a recuperação judicial.

A empresa reforça que os esclarecimentos enviados à CVM apenas contextualizam essas informações, sem anunciar qualquer nova operação ou aporte.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!