Centrais Sindicais alertam OIT sobre proposta que pode fragilizar direitos trabalhistas; entenda

Centrais Sindicais alertam sobre os riscos de uma proposta da OIT que pode afetar direitos trabalhistas. Quais são as implicações para os trabalhadores?

11/06/2026 10:11

3 min

Centrais Sindicais alertam OIT sobre proposta que pode fragilizar direitos trabalhistas; entenda
(Imagem de reprodução da internet).

Centrais Sindicais Manifestam Preocupação com Proposta da OIT

Na quarta-feira (10), centrais sindicais enviaram uma carta ao comando da OIT (Organização Internacional do Trabalho) expressando sua “preocupação” em relação à proposta que institui um regime alternativo de remuneração por hora trabalhada.

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As centrais brasileiras alertam que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pode promover a “fragmentação da jornada, instabilidade da renda e proporcionalização de direitos sociais que historicamente estão ligados à proteção da dignidade humana no trabalho”.

O documento ressalta que a proposta enfraquece a negociação coletiva, diminui a representação sindical e “transfere ao trabalhador o risco econômico da atividade empresarial”. A mensagem foi endereçada ao diretor-geral da OIT, Gilbert Fossoun Houngbo, e contou com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores), FS (Força Sindical), UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

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Debate sobre a Escala de Trabalho

As centrais também reforçaram sua posição por meio de uma campanha publicitária em diversos veículos de comunicação. Entidades de setores econômicos argumentam que a PEC da oposição proporcionará ao trabalhador mais “flexibilidade”. Em outra frente, os sindicatos defendem a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, conforme a proposta apresentada.

A PEC alternativa da oposição foi elaborada para contrabalançar o texto que recebeu a aprovação dos deputados sobre a redução da jornada de trabalho. “O Brasil vive um momento decisivo para o futuro de suas relações de trabalho. A discussão sobre a redução da jornada, o fim da escala 6×1 e o fortalecimento da negociação coletiva dialoga diretamente com os princípios fundadores da OIT, especialmente com a afirmação histórica de que o trabalho não é mercadoria”, destaca a carta das centrais.

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Expectativas e Desafios

A PEC que propõe o fim da escala 6×1 ainda aguarda um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto sugere a implementação da escala 5×2, com dois dias de folga, após 60 dias da promulgação da futura emenda. Além disso, estabelece uma transição total de 14 meses para a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas.

Por outro lado, empresários se opõem ao fim da escala 6×1, temendo um aumento nos custos de produção e serviços no país. Para apoiar a proposta, eles exigem uma compensação financeira e uma transição mais longa para a nova regra. O governo, por sua vez, acredita que a economia pode absorver as mudanças na jornada de trabalho sem impactos significativos e aposta em um aumento da produtividade, promovendo uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores.

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Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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