Celular é apontado por 67% dos motoristas como maior fator de risco no trânsito

Pesquisa revela que desrespeito às leis e falta de educação dos condutores também são vistos como riscos graves no trânsito brasileiro.

26/09/2026 22:33

3 min

Uso de celular durante condução
Uso de celular durante condução

O celular é apontado por 67% dos motoristas brasileiros como um dos maiores perigos ao volante. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Sem Parar com 381 condutores, que também revela outros problemas graves de comportamento no trânsito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os entrevistados, a principal distração citada foi o uso do aparelho para enviar ou ler mensagens enquanto dirigem. O dado reforça uma preocupação antiga das autoridades de trânsito, que veem no celular uma das causas mais frequentes de acidentes.

Desrespeito às leis e falta de educação lideram preocupações

O levantamento mostra que o uso do celular não é o único problema. Para 71% dos motoristas ouvidos, o desrespeito às leis de trânsito é o principal fator de risco nas ruas e estradas do país. A falta de educação dos condutores aparece em seguida, citada por 68% dos participantes da pesquisa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números indicam que a percepção sobre o comportamento no trânsito é bastante negativa. Quando perguntados sobre a realidade em suas próprias cidades, 59% dos motoristas avaliam a educação dos condutores como ruim ou péssima. Desse total, 30% classificam o cenário como ruim, enquanto 29% consideram a situação péssima.

A pesquisa do Sem Parar ouviu 381 condutores e traça um panorama preocupante sobre os hábitos ao volante no Brasil. O estudo destaca que a combinação entre distração com celular, desrespeito às regras e falta de educação no trânsito forma um cenário de risco constante para motoristas, passageiros e pedestres.

Como os motoristas veem a própria segurança

Os dados mostram que os condutores reconhecem os perigos, mas a percepção de risco não se traduz necessariamente em mudança de comportamento. O fato de 67% apontarem o celular como fator de risco indica que há consciência sobre o problema, mesmo que o uso do aparelho ao volante continue sendo uma prática comum.

Para especialistas em segurança viária, o desafio está em transformar essa percepção em ações concretas. Campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa são apontadas como caminhos para reduzir os índices de acidentes relacionados à distração e ao desrespeito às leis.

Leia também

A pesquisa do Sem Parar reforça ainda que o problema não se limita a uma região específica. A avaliação negativa sobre a educação dos condutores aparece de forma consistente entre os entrevistados de diferentes cidades, o que sugere que a falta de civilidade no trânsito é um problema nacional.

Contexto histórico e desafios para o futuro

O debate sobre segurança no trânsito no Brasil não é novo. Nos últimos anos, o país avançou com a Lei Seca e campanhas de conscientização, mas os números de mortes e acidentes ainda são altos. A chegada dos smartphones agravou o problema da distração, criando um novo desafio para as autoridades.

Com 67% dos motoristas apontando o celular como risco, a pesquisa do Sem Parar serve como um alerta. O próximo passo, segundo especialistas, é investir em tecnologia que impeça o uso do aparelho durante a condução e intensificar a fiscalização nas vias.

Enquanto isso, a responsabilidade individual de cada condutor continua sendo o fator mais importante para evitar tragédias no trânsito.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!