Celular de Mário Frias é apreendido e será periciado pela PF para extrair dados

A operação Make Up cumpriu 49 mandados em São Paulo, Rio, Ceará e Distrito Federal e apura o destino de R 2 milhões em emendas.

11/09/2026 04:20

3 min

Mário Frias, Secretário Especial da Cultura
Mário Frias, Secretário Especial da Cultura

O celular do deputado federal foi apreendido pela Polícia Federal nesta quinta – feira (10), durante uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. O aparelho será submetido a perícia para a extração de dados e foi recolhido na residência do parlamentar, alvo de um mandado de busca e apreensão.

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Batizada de Make Up, a operação cumpriu 49 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A investigação apura se dinheiro público foi desviado para a produção de Dark Horse, filme sobre o ex – presidente .

Perícia pode levar tempo para acessar celular

A apreensão do aparelho não dá acesso automático aos dados armazenados. Se o celular estiver bloqueado, os peritos precisam considerar a marca, o modelo, a versão do sistema operacional e as condições em que o dispositivo foi encontrado.

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Até o momento, não há informação de que Frias tenha se recusado a fornecer uma eventual senha do aparelho. O procedimento pode envolver a exploração de vulnerabilidades do próprio celular ou o uso de programas específicos para descobrir a senha e acessar aplicativos protegidos.

Marcos Camargo, presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), afirmou que a Polícia Federal dispõe de recursos tecnológicos e métodos próprios para esse tipo de trabalho. “A perícia criminal da PF possui o que há de mais avançado em tecnologia comercial e possui métodos próprios também, além de peritos altamente capacitados”, disse.

O tempo necessário para concluir a perícia varia e não há prazo definido. A análise busca encontrar informações que possam ajudar a esclarecer a suspeita de desvio dos recursos públicos.

O que a PF investiga na operação Make Up

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), em decisão assinada em 3 de setembro. A Polícia Federal investiga recursos de emendas apresentadas por Frias, que destinou R 2 milhões ao ICB (Instituto Conhecer Brasil.

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O instituto é presidido por Karina Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse. Os investigadores tentam descobrir se parte do dinheiro público destinado a projetos nas áreas de educação e esporte chegou à empresa responsável pelo filme.

De acordo com a apuração, a Dinâmica Editora e o Instituto Super Poder Educacional receberam R 700 mil do ICB, usando recursos de uma emenda de Frias. Meses depois, a NTT Brasil, ligada ao mesmo grupo empresarial, . A PF apura se os dois repasses têm relação.

Após a operação, Frias classificou a ação como uma “cortina de fumaça” e declarou que pretende colaborar com a investigação. “Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento e vou seguir na rua, mantendo a minha agenda, representando São Paulo”, afirmou.

Ele também disse acreditar que o caso será arquivado.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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