Celso Amorim vai à Câmara para debater equiparação de facções a terrorismo pelos EUA

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados irá ouvir nesta quarta – feira (12) o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim. A audiência tem como foco discutir a posição do governo brasileiro em relação à equiparação das facções criminosas brasileiras a organizações terroristas.
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Os parlamentares buscam esclarecimentos sobre a oposição do Executivo a essa classificação.
O convite para que Amorim compareça à comissão se deu após a decisão dos Estados Unidos, anunciada em 28 de maio, que designou as facções PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A solicitação para ouvir o assessor foi feita pelo deputado Marcel van Hattem (Novo – RS), um dos vice – presidentes da comissão, que inicialmente pediu uma convocação obrigatória.
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Contudo, após negociações, o pedido foi alterado para um convite.
Posição do governo brasileiro
Na avaliação do governo brasileiro, tanto o PCC quanto o CV atuam para “obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas” e essa dinâmica não deve ser confundida com as ações motivadas por ideologias políticas ou religiosas que caracterizam o terrorismo internacional.
Após a decisão dos EUA, o governo brasileiro se manifestou afirmando que a equiparação pode representar um risco à soberania nacional.
Celso Amorim é um diplomata experiente, ex – ministro das Relações Exteriores e da Defesa. Desde o início do mandato atual, ele lidera a assessoria para assuntos internacionais da Presidência da República. Em julho, antes do recesso parlamentar, já havia sido acordada sua presença na Comissão de Relações Exteriores.
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Em seu requerimento para ouvir Amorim, van Hattem argumentou que a defesa da soberania nacional não deve ser usada como uma justificativa para minimizar a gravidade da expansão das atividades do PCC e do CV. Ele enfatizou que a reação do governo não pode ser marcada por ambiguidade ou defensividade ideológica.
Repercussão no cenário internacional
A decisão dos Estados Unidos de classificar essas facções como terroristas traz implicações significativas para as relações internacionais do Brasil. Essa posição pode influenciar a cooperação entre os dois países em questões de segurança pública e combate ao crime organizado.
A expectativa é que a audiência desta quarta – feira proporcione um espaço importante para debater as dificuldades enfrentadas pelo Brasil em relação ao narcotráfico e à criminalidade organizada. O papel de Celso Amorim poderá ser crucial para esclarecer os desafios diplomáticos e estratégicos nesse contexto.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



