CCJ da Câmara adia votação polêmica sobre redução da maioridade penal no Brasil

A CCJ da Câmara adia votação sobre a polêmica redução da maioridade penal, reacendendo debates em meio a um cenário eleitoral tenso. O que vem por aí?

10/06/2026 04:11

2 min

CCJ da Câmara adia votação polêmica sobre redução da maioridade penal no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

CCJ da Câmara adia votação sobre redução da maioridade penal

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, novamente, nesta terça-feira (9), a votação da proposta que visa reduzir a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. A análise já havia sido interrompida anteriormente, e o tema voltou a ser relevante no cenário político nacional.

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Nesta fase do processo legislativo, a CCJ não avalia o mérito da proposta — ou seja, se deve ou não ser aprovada — mas se o texto é constitucional e admissível.

Debate ressurge em momento de comoção e articulação eleitoral

O analista político da CNN, Pedro Venceslau, destacou que a discussão sobre a maioridade penal tramita há bastante tempo no Congresso Nacional e tende a ressurgir com mais intensidade em momentos de comoção popular. “Recentemente, houve o caso do cão Orelha, em Santa Catarina, que foi assassinado por um grupo de adolescentes, e isso reacendeu o debate sobre a maioridade penal”, afirmou Venceslau.

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A discussão ocorre em um contexto politicamente sensível, com pré-candidatos à presidência da República organizando seus programas de governo, e a segurança pública se destacando como um dos temas centrais da disputa eleitoral. Venceslau observou que o avanço desse debate favorece especialmente o campo político mais conservador, que sempre defendeu a redução da maioridade penal como uma de suas principais bandeiras.

PT enfrenta desafio diante da popularidade da pauta

De acordo com Venceslau, pesquisas internas dos partidos em períodos eleitorais mostram que a redução da maioridade penal tem maior aceitação do que rejeição entre os eleitores. “Isso é diferente da questão da pena de morte, que apresenta uma divisão mais acentuada”, comparou o analista.

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Esse cenário dificulta ainda mais para o PT encontrar uma posição intermediária no debate, sem contradizer sua trajetória histórica ligada aos direitos humanos.

Venceslau também ressaltou que Lula tem buscado dialogar com eleitores mais conservadores e encontrar uma bandeira sólida na área de segurança pública. Entretanto, a PEC da segurança pública ainda está no Congresso sem previsão de votação no Senado.

Caso o debate avance pela CCJ e chegue ao plenário da Câmara antes do recesso — que coincide com as convenções partidárias —, “o PT acabará ficando na defensiva, pois não é a sua zona de conforto”, concluiu o analista.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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