CBV adere à política do COI e limita competições femininas a atletas do sexo biológico feminino

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, na tarde desta sexta – feira, 14 de outubro de 2026, sua adesão à nova política do Comitê Olímpico Internacional (COI) referente à elegibilidade das atletas na categoria feminina. A medida estabelece a testagem para identificar a presença ou ausência do gene SRY, que está ligado ao desenvolvimento sexual masculino.
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De acordo com a CBV, essa decisão segue os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, divulgada em março deste ano. A confederação informou que, a partir de hoje, apenas atletas do sexo biológicofeminino poderão competir na categoria feminina. “Essa verificação será realizada por meio da testagem e triagem do gene SRY.
Apenas condições excepcionais previstas na política do COI poderão ser consideradas”, destacou a entidade em nota oficial.
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Critérios e Exceções
Além da definição clara sobre a elegibilidade, o COI prevê algumas exceções. Uma delas se aplica a atletas que apresentem distúrbios do desenvolvimento sexual, condições raras que podem causar efeitos anabólicos e influenciar o desempenho devido à testosterona.
Nesses casos, as competidoras devem comprovar sua condição através de avaliações especializadas.
A CBV reafirmou seu compromisso com a integridade das competições e com a proteção das categorias esportivas femininas. A implementação dessa nova política não se limita apenas às competições futuras; ela já está estabelecida para eventos relevantes como a Superliga A e B da temporada 2026/27, além da Supercopa 2026 e da Copa Brasil em 2027.
O Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia adulto também estará sob as novas diretrizes já no ano que vem.
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Repercussão no Esporte
A decisão da CBV gerou reações diversas entre atletas e especialistas do esporte. Muitas vozes elogiaram a iniciativa como um passo importante para garantir equidade nas competições femininas. Por outro lado, há quem considere essas medidas como uma barreira adicional que pode afetar atletas que já enfrentam desafios significativos em suas carreiras.
Atletas que já competem em alto nível expressaram suas opiniões sobre as novas regras. Algumas destacaram o valor da inclusão e a necessidade de criar um ambiente competitivo justo. Outras ressaltaram que essa testagem pode gerar um clima de desconfiança entre as competidoras, levando a possíveis divisões dentro das equipes.
Considerações Finais
A implementação dos novos critérios pela CBV representa uma mudança significativa no cenário do voleibol brasileiro e reflete tendências globais no esporte quanto à inclusão e ética nas categorias femininas. À medida que as competições se aproximam, será fundamental observar como essas políticas impactarão o desempenho das atletas e o futuro das ligas nacionais.
A expectativa é alta para os próximos torneios sob essas novas normas, onde será possível avaliar tanto os efeitos práticos das mudanças quanto suas repercussões emocionais entre as jogadoras. Assim, o voleibol passa por um momento crucial em busca de equilíbrio e respeito às diferenças biológicas nas categorias esportivas.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



