Casa de plástico reciclado da TETO Brasil dá nova moradia a Rejane e seus 9 filhos

A moradia de 27 m² foi montada em 15 horas com duas toneladas de plástico reciclado e também conta com energia solar e captação de água da chuva.

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Rejane Alves de Souza (no centro, na imagem à esq.) foi a primeira brasileira a residir em uma casa feita com tijolos plásticos.

Rejane Alves de Souza, 47, recebeu em 2023 uma casa feita com blocos de plástico reciclado na comunidade de Porto de Areia, em Carapicuíba, São Paulo. A moradia, construída pela ONG TETO Brasil, foi apresentada como a primeira do tipo no Brasil.

Com 27 m², a residência tem sala com cozinha, quarto, banheiro, instalações elétrica e hidráulica e tratamento de esgoto. O modelo “Moradia Semente Eco Sustentável” prevê durabilidade de até 25 anos.

Casa foi montada em 15 horas

A construção foi entregue em julho de 2023. A estrutura básica ficou pronta em 15 horas, com blocos que se encaixam como peças de Lego.

De acordo com a FuPlastic, desenvolvedora dos tijolos, foram usadas duas toneladas de lixo plástico retirado da natureza e reciclado para construir a casa.

A TETO Brasil desenvolve projetos de montagem rápida e econômica em parceria com empresas de construção e de soluções sustentáveis. A organização constrói e doa moradias emergenciais a pessoas em situação de hipervulnerabilidade.

Materiais reaproveitados e energia solar

O projeto também utiliza materiais sustentáveis além dos tijolos reciclados. O teto foi feito com caixinhas de leite, suco e creme dental reaproveitadas, e placas de energia solar ajudam a fornecer eletricidade.

O sistema hidráulico inclui calhas para captar água da chuva. O planejamento estrutural das moradias é feito com parceiros da entidade.

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Rejane enfrentou câncer e perdeu o emprego

Mãe de 9 filhos e avó de 12, Rejane, chamada de Dona Jane, enfrentou um câncer e sofre com artrose na lombar. Por causa do estado de saúde, perdeu o emprego e acabou no “barraco mais vulnerável” de Porto de Areia.

Antes da mudança, o filho caçula sofria bullying por causa das condições da casa. Agora, segundo a mãe, ele diz que a residência é “única no Brasil”.

Porto de Areia foi fundada por catadores de lixo reciclável e recebe ajuda da TETO Brasil há pouco menos de uma década. Até outubro de 2024, outras duas moradias construídas com o mesmo método haviam sido entregues na comunidade.

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