Se democratas vencerem, Trump pode mirar tarifas e vistos por decreto: o que a Casa Branca estuda

Equipe liderada por Stephen Miller e Russell Vought mapeia medidas em imigração, moradia e gastos, e prepara defesa jurídica e resposta a investigações.

3 min

55613523726_a1049489a7_k | Foto: Reprodução/Opera Mundi

A Casa Branca se prepara há meses para a possibilidade de os democratas assumirem o Congresso nas eleições de meio de mandato, previstas para a terça-feira (03/11). A informação é da agência Reuters, publicada no domingo (01/11), com base em três fontes familiarizadas com o assunto.

O plano é manter o avanço de prioridades da agenda de Trump por meio do poder Executivo e, ao mesmo tempo, se preparar para eventuais investigações contra o governo.

Equipe mapeia ações que não dependem do Congresso

A articulação começou em abril e envolve altos funcionários, como o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o diretor orçamentário Russell Vought. Eles estão identificando quais medidas executivas Trump poderia adotar sem aprovação do Congresso, em áreas como imigração, tarifas, custos habitacionais e gastos federais.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o advogado da Casa Branca, Will Scharf, e sua equipe analisam o que o presidente pode fazer por conta própria, onde ele poderia ultrapassar os limites de sua autoridade e como defender essas decisões nos tribunais.

Um funcionário da Casa Branca ouvido pela agência listou algumas das medidas em estudo: “Entre as ações executivas em consideração estão novas tarifas sobre importações de minerais críticos e turbinas eólicas, regras mais rígidas sobre vistos para estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários, e medidas voltadas para reduzir custos de moradia e construção”, disse o funcionário.

O planejamento também prevê mecanismos para lidar com investigações que os democratas poderiam abrir contra o presidente caso controlem a Casa.

Trump fala em vetos antes de acordos

A Reuters lembrou que, se os republicanos perderem a eleição, Trump disse esperar poder vetar propostas por “um ou dois meses” antes de chegar a acordos com os democratas.

Leia também

“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse Trump ao podcast Pod Force One, do New York Post, em trecho da entrevista publicado no fim de semana. “E então, em algum momento, provavelmente faremos acordos.”

Democratas precisam de quatro assentos para virar o jogo

Para derrubar as maiorias republicanas, os democratas precisam de um ganho líquido de quatro assentos na Câmara dos Representantes e no Senado. Hoje a Câmara está em 218-214 e o Senado, em 53-47, segundo os números citados pela Reuters.

As pesquisas de opinião apontam vantagem dos democratas para vencer a Câmara, mas a disputa pelo Senado está acirrada.

A agência também recordou que, desde que voltou ao cargo em janeiro de 2025, Trump já testou os limites do poder presidencial. “Trump já testou o alcance do poder presidencial desde que retornou ao cargo em janeiro de 2025, usando a autoridade executiva para impor tarifas amplas, intensificar a fiscalização da imigração, reduzir a força de trabalho federal e perseguir objetivos de política externa, incluindo a guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso ou novas leis”, lembrou a Reuters.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.