Carga tributária do Brasil atinge 32,4% do PIB em 2025

O aumento da carga tributária em 2025 reflete a crescente arrecadação do Governo Central, impactando diretamente a economia brasileira.

RECEITA FEDERAL, IMPOSTO DE RENDA, IR

A carga tributária bruta do Governo Geral brasileiro subiu de 30,3% do PIB em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Esse aumento de aproximadamente 2,1 pontos percentuais em dois anos reflete um crescimento da arrecadação que superou o avanço da economia.

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Os números levantados pela CNN Brasil indicam que esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento das receitas do Governo Central, com destaque para tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e contribuições sociais.

Evolução da carga tributária

A série histórica revisada pelo Tesouro Nacional mostra a evolução da carga tributária bruta em relação ao PIB ao longo dos anos. Em 2010, a carga era de 30,3%, e desde então teve variações que culminaram no valor atual. Em 2011, houve um aumento para 31%, enquanto nos anos seguintes, a porcentagem apresentou oscilações até chegar aos 30,9% em 2021 e 31,2% em 2022.

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Em 2024, a carga tributária já havia subido para 32,2%, antes de alcançar os atuais 32,4% em 2025. O Tesouro Nacional ressalta que esses números foram ajustados por conta de uma nova metodologia que visa garantir melhor comparabilidade histórica, retirando algumas receitas da classificação de tributos.

Esse ajuste metodológico eliminou do cálculo receitas do FGTS e contribuições destinadas ao Sistema S. Assim, os dados anteriores foram recalculados segundo as novas regras aplicadas às informações mais recentes.

Impacto por esfera de governo

A maior parte do aumento na carga tributária registrada em 2025 ocorreu na esfera federal. O Tesouro Nacional informou que a variação foi de +0,26 ponto percentual do PIB para o Governo Central. Em contrapartida, os Estados apresentaram uma diminuição de -0,10 ponto percentual e os Municípios um leve crescimento de +0,03 ponto percentual.

De acordo com o Tesouro Nacional, o crescimento das receitas no Governo Central teve como principais impulsionadores o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e as contribuições previdenciárias ao RGPS.

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A alta na arrecadação referente à renda está ligada ao aumento da massa salarial no país.

Além disso, o aumento do IOF se relaciona diretamente com operações de câmbio e crédito. Por fim, a elevação nas contribuições ao RGPS deve – se à expansão do emprego formal e à reoneração da folha de pagamento.