Caminhoneiros encerram protesto em Quequén, na Argentina, após acordo de reajuste de 16%

A paralisação de mais de duas semanas deixou de embarcar 347,6 mil toneladas de grãos.

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Foto: Reprodução
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Protesto de caminhoneiros em Quequén chega ao fim

Após mais de duas semanas de tensão, o protesto de caminhoneiros na cidade de Quequén, localizada no sul da província de Buenos Aires, chegou ao fim. Um acordo entre motoristas e agricultores resultou em um aumento de 16% na tarifa vigente, além de estabelecer um limite para as despesas administrativas, que não poderão ultrapassar 2%.

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Essa medida representa uma redução significativa em relação às tarifas que geravam controvérsia anteriormente.

Além disso, ficou decidido que as taxas de estacionamento para o Sítio 0 da Quequén S.A. permanecerão inalteradas. Também foi estipulado que, após 24 horas da entrada de cada caminhão com vaga de estacionamento na área portuária, caso o veículo permaneça estacionado, o transportador deverá pagar a taxa correspondente.

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Mediação e impactos da paralisação

O acordo foi alcançado com a mediação do presidente do Consórcio de Gestão, Mariano Carrillo, da deputada nacional Jimena López e do diretor de Licenças e Autorizações para Transporte de Carga, Miguel Ángel Bettili. A reunião contou ainda com a presença de representantes do setor agrícola, silos de grãos e autoridades portuárias.

A paralisação resultou na impossibilidade de carregamento de 347,6 mil toneladas de grãos, acarretando perdas estimadas em US$ 280 milhões. Dentre as toneladas não embarcadas, 126 mil são de sementes de girassol, 118,6 mil de milho, 78 mil de trigo e 25 mil de cevada.

Motivos do conflito

Os motoristas acamparam ao longo de uma estrada que leva ao porto, bloqueando a passagem de caminhões de grãos enquanto negociavam aumentos de tarifas com empresas de armazenamento e grupos de produtores agrícolas. O cerne do conflito estava na disputa sobre os preços dos fretes.

Caminhoneiros estacionados perto da rotatória na entrada de Quequén relataram que os custos aumentaram muito mais rapidamente do que a receita.

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Neste ano, o preço do diesel acumulou aumentos superiores a 30%, o que desestabilizou os preços de referência do setor. Nesse cenário, os motoristas exigiam um aumento que variava entre 25% e 30%, dependendo da rota e da região, bem acima das propostas discutidas nas mesas de negociação.

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