Câmara adia relatório sobre o fim da escala 6×1

A oposição pressiona por uma transição mais longa para a jornada de 40 horas; Hugo Motta pediu mais tempo para ouvir o governo e os líderes.

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Foto: Reprodução

Relatório sobre redução da jornada de trabalho é adiado na Câmara

A pressão de parlamentares da oposição por uma transição mais gradual para o fim da escala de trabalho 6×1 impactou o cronograma da comissão especial que analisa a redução da jornada semanal no Brasil. A apresentação do relatório, que previa uma discussão sobre a mudança das atuais 44 horas para 40 horas, foi adiada, o que gerou debates acalorados entre os setores envolvidos.

A decisão, tomada em meio a divergências, deveria resultar na entrega do relatório na segunda-feira, 25 de maio.

Entraves nas negociações e propostas em debate

Segundo informações obtidas pelo Brasil de Fato, um dos principais obstáculos nas negociações reside na definição de como a nova jornada seria implementada. A questão central gira em torno da criação de uma regra de transição, incluindo o período e a forma de adoção do modelo de 40 horas.

Uma proposta que surgiu foi a de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com uma regra de transição de dez anos, acompanhada de alterações no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da exclusão de categorias consideradas essenciais.

Reuniões e tentativas de aceleração

Em um esforço para destravar o andamento do relatório, representantes da comissão se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta. A expectativa inicial era concluir a análise e apresentar o parecer na quarta-feira, 20 de maio, mas Motta sugeriu um adiamento para ampliar as discussões com diferentes setores do governo e líderes partidários.

A decisão reflete a complexidade do tema e a necessidade de equilibrar os interesses em jogo.

Pressões e resistências

Nos bastidores, membros da base governamental avaliam que o adiamento do relatório responde também à pressão de bancadas mais alinhadas ao mercado e ao empresariado, que se opõem a mudanças rápidas na escala de trabalho atual. A presença de ministros como José Guimarães e Luiz Marinho, além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, demonstra a importância estratégica que o tema tem para o governo.

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A discussão continua, com o objetivo de encontrar um consenso que atenda às demandas da sociedade e promova uma transição justa e equilibrada.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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