R$ 660 milhões em dívida: Caixa e Corinthians negociam acordo a 9 dias da eleição

Caixa Econômica Federal e Corinthians avançaram na sexta-feira (16) em um acordo para renegociar as dívidas da Arena Corinthians. O clube deve cerca de R$ 660 milhões ao banco estatal.
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As partes assinaram um acordo de confidencialidade sobre as tratativas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participou do encontro, em meio a uma série de benefícios anunciados pelo governo federal durante o período eleitoral.
Anúncios eleitorais somam R$ 298,4 bilhões em 2026
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem divulgado medidas que ficaram conhecidas como pacote de bondades. A oposição chama os anúncios de “desespero”; Lula, por sua vez, disse querer dar à população “tudo que não demos”.
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Para Alexandre Bissoli, advogado especialista em Direito Eleitoral e partidário, o governo busca apoio usando recursos de uma empresa estatal. “O governo tenta, usando dinheiro de uma empresa totalmente estatal, fazer o socorro de um clube, de um time de futebol, para tentar resgatar a relação com sua torcida, que é de milhões de pessoas, para recompor um prejuízo de imagem que provavelmente tenha causado com a proibição de bets junto a esses torcedores, a esse clube e a esses atletas”, disse.
Levantamento da IFI (Instituição Fiscal Independente) calcula que as medidas anunciadas pelo presidente em meio à tentativa de reeleição mobilizam R$ 298,4 bilhões em 2026. A conta inclui iniciativas de crédito, renúncias fiscais e ações com efeito sobre a despesa primária.
Bolsa Família e renegociação de dívidas
Em 17 de setembro, às vésperas da eleição do primeiro turno, Lula anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família. Com a mudança, o piso passou de R$ 600 para R$ 691. O governo afirmou que o aumento recompõe a inflação.
Oito dias depois, em 25 de setembro, o presidente decidiu proibir cassinos on-line, como o jogo do tigrinho, e casas de apostas esportivas, conhecidas como bets. Na mesma data, o governo apresentou o Desenrola 3.0 para renegociar dívidas.
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A expectativa do governo federal é que o Desenrola 3.0 renegocie R$ 150 bilhões em débitos, com deságios mínimos de 90%.
Medidas anunciadas após o primeiro turno
Depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o governo divulgou mais cinco medidas. Na votação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%.
Em 9 de outubro, o governo decidiu zerar por um mês os impostos federais sobre a gasolina. Segundo a pasta econômica, a medida busca reduzir os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis no país.
Quatro dias depois, foi anunciado o “Prospera MEI”, pacote com cinco medidas para MEIs (microempreendedores individuais). Uma delas é um PLP (projeto de lei complementar) que prevê perdoar todas as dívidas dos MEIs com o governo, estimadas em R$ 12,6 bilhões.
Também em 13 de outubro, Lula anunciou a criação do programa “Pé-de-Meia” para universitários em um eventual próximo governo. A proposta prevê depósitos de R$ 2,5 mil ao fim de cada ano cursado e R$ 700 de poupança durante dez meses do ano; em uma graduação de quatro anos, o total chegaria a R$ 10 mil.
Em 15 de outubro, Lula disse que enviaria uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para eliminar a tarifa do transporte público aos fins de semana. Ele afirmou que a iniciativa seria custeada com recursos de emendas parlamentares.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



