Caio Megale diz que crescimento forte elevou juros e deixou tributação incerta
Mesmo com arrecadação recorde, o governo não gerou superávit, e Megale prevê cortes graduais nos juros até haver maior clareza fiscal após a eleição.
O crescimento forte da economia brasileira nos últimos anos trouxe ganhos, mas também provocou efeitos colaterais, como juros muito altos e uma tributação elevada e incerta, avaliou nesta terça – feira (1º)Caio Megale, economista – chefe da XP.
A declaração foi feita durante o seminário “Rumos da Economia”, do Lide, em São Paulo.
Megale afirmou que o consumo foi fraco no segundo trimestre, mesmo com os estímulos econômicos. A avaliação ocorre após a divulgação de que o PIB: economia brasileira cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE.
Juros altos e tributação incerta
Para o economista, o desempenho da economia nos últimos anos foi relevante, mas o excesso de crescimento acabou criando dificuldades. Ele citou dois efeitos colaterais considerados complicados: o nível elevado dos juros e a falta de previsibilidade na tributação.
“Crescimento forte nos últimos anos foi importante, mas o excesso gerou dois efeitos colaterais complicados: juros muito altos e tributação elevada e incerta”, afirmou Caio Megale durante o evento em São Paulo.
A avaliação apresentada por Megale relaciona o ambiente de juros ao comportamento da atividade econômica. Mesmo com medidas de estímulo, o consumo perdeu força no segundo trimestre, segundo o economista – chefe da XP.
Arrecadação recorde e cenário fiscal
Caio Megale também destacou que o governo bateu recorde de arrecadação, mas não conseguiu gerar superávit. O resultado, na avaliação apresentada no seminário, mantém a situação fiscal entre os fatores observados na definição dos próximos passos da política econômica.
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O economista disse que o Banco Central deve continuar agindo com cautela diante dos choques de custos. Para ele, os juros devem seguir em queda, mas de maneira gradual.
Megale avaliou ainda que uma definição mais clara do cenário fiscal após a eleição, com o, poderá abrir mais espaço para a redução dos juros a partir do ano que vem. A afirmação foi feita ao comentar as condições necessárias para um ritmo maior de cortes.
Queda gradual dos juros
Na prática, a expectativa apresentada por Caio Megale é de continuidade da redução dos juros, mas sem movimentos acelerados. A cautela mencionada por ele está ligada aos choques de custos e à necessidade de acompanhar o cenário fiscal.
O economista – chefe da XP afirmou que o ambiente após a eleição poderá ajudar a esclarecer as contas públicas. Com essa definição, segundo a avaliação de Megale, o Banco Central poderá encontrar mais espaço para reduzir os juros a partir do ano que vem.