Caiado critica Lula por economia e diz ser a favor do fim da jornada 6 por 1 em SP

Caiado critica a gestão de Lula ao associar a atual economia à alta dos juros e ao endividamento das famílias, propondo diálogo sobre a jornada de trabalho.

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Ronaldo Caiado (PSD) em agenda no Brás, na região central de São Paulo | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou nesta sexta-feira (21) ser favorável ao fim da escala de trabalho 6 por 1 e criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela atual situação econômica do Brasil.

As declarações foram feitas durante uma visita ao Mercado Municipal de São Paulo, localizado no centro da capital.

Caiado tem abordado a questão da jornada de trabalho frequentemente nos últimos dias. Em uma declaração anterior, ele se referiu à situação como uma “surpresinha”. “Cada hora é uma surpresinha. Eu não voto nessa matéria, não posso influenciar.

Vários parlamentares vão analisar a condição disso”, disse o candidato. Ele também qualificou o fim da jornada 6×1 como um movimento “eleitoreiro”. Durante a conversa com jornalistas, Caiado expressou apoio à proposta, mas ressaltou que a discussão deve incluir tanto empresários quanto trabalhadores.

Discussão sobre a jornada de trabalho

“Não tenho dificuldade nenhuma de aceitar isso. Todas as pessoas discutem a forma com que ela foi apresentada, como sendo uma medida eleitoreira, que deveria ser discutida com todos que são empregadores. Esta é a maneira como se deve fazer”, afirmou Caiado. Ele enfatizou que qualquer alteração na jornada de trabalho deve ser debatida com as partes interessadas antes de qualquer decisão final.

“Convidaria todos os empresários, convidaria representantes de todos os trabalhadores, sentaria à mesa como sempre fiz. Eu não vou criar uma emenda à Constituição brasileira sem ouvir as partes interessadas”, declarou o candidato. Esse tipo de diálogo já ocorreu anteriormente; quando a proposta foi discutida na Câmara dos Deputados, audiências públicas foram realizadas envolvendo diversos setores econômicos.

Cenário econômico sob crítica

Ao abordar a economia brasileira, Caiado responsabilizou o governo Lula pela alta dos juros, pelo endividamento das famílias e pela diminuição do poder de compra da população. Segundo ele, o aumento das despesas públicas está diretamente ligado à elevação das taxas de juros, impactando consumidores e empresários negativamente.

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“O governo Lula faz um gasto irresponsável e quem paga a conta? A população, o comerciante e o empresário”, criticou Caiado. Ele propôs uma política fiscal mais rigorosa e afirmou que, caso eleito, pretende estabelecer condições para reduzir a taxa Selic para 6%, enquanto manteria a inflação entre 3% e 4%.

O candidato destacou ainda que os juros altos dificultam o acesso ao crédito para empresários e prejudicam o comércio.

A visita ao Mercadão de São Paulo teve um caráter interativo; Caiado estava acompanhado do seu candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e ex-prefeito da cidade. No local, cumprimentou apoiadores, tirou fotos e experimentou produtos vendidos pelos comerciantes locais.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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