Café arábica atinge maior preço em seis meses com colheita brasileira abaixo da média histórica

A alta no preço do café arábica reflete a colheita abaixo da média no Brasil, impactando o mercado global e elevando as expectativas para a safra 2026/27.

18/08/2026 17:02

3 min

Colheita de café avança nas principais regiões produtoras de MG e SP
Colheita de café avança nas principais regiões produtoras de MG ...

O preço do café arábica alcançou uma nova alta nesta terça – feira (18), atingindo a maior cotação em seis meses e meio na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em dezembro subiu 4,58%, encerrando o dia cotado a US 3,32 por libra – peso.

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A Barchart atribui esse aumento à lentidão da colheita no Brasil, que tem restringido a oferta e favorecido a valorização dos preços internacionais.

Dados da Safras & Mercado indicam que, até 12 de agosto, a colheita da safra 2026/27 estava 90% concluída, um número abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano anterior e também inferior à média de 94% das últimas cinco safras. No caso do café arábica, a colheita avançou apenas para 86%, comparada aos 95% da mesma época em 2025.

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A Cooxupé, uma das maiores cooperativas de café do país, reportou que sua colheita estava apenas 74,6% finalizada até 7 de agosto, percentual que também ficou aquém dos 80,4% do ano passado.

Movimentações no mercado de açúcar

A expectativa de que a Índia pode reduzir as tarifas de importação de açúcar impulsionou os preços desta commodity durante a sessão. Essa possibilidade surge em meio à previsão de aumento na demanda durante a temporada festiva no país e sinais de aperto na oferta global.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro de açúcar para entrega em outubro subiu 3,56%, fechando o pregão cotado a 17,47 centavos de dólar por libra – peso.

Além disso, o açúcar branco atingiu seu maior valor em quinze meses, enquanto as cotações em Londres alcançaram o nível mais alto em dezesseis meses. Essa alta foi reforçada pela informação da Bloomberg sobre a avaliação da Índia em reduzir tarifas para aumentar a oferta interna e controlar os preços antes do período de pico no consumo.

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A Índia é um dos principais produtores e consumidores globais de açúcar e não importa volumes significativos desde a safra de 2017/18.

Desempenho do cacau e algodão

No mercado do cacau, o contrato para entrega em setembro encerrou com queda de 2,47%, sendo negociado a US 5.919 por tonelada. A Barchart aponta que essa diminuição se deve às boas condições climáticas na Costa do Marfim e Gana, regiões essenciais para a produção da commodity.

O clima favorável tem estimulado o florescimento dos cacaueiros e antecipado o início da colheita principal prevista para o próximo mês.

Na Costa do Marfim, as estatísticas mostram que os agricultores enviaram até agora 2,11 milhões de toneladas aos portos durante o ano comercial iniciado em 1º de outubro de 2025. Esse volume representa um aumento significativo de 20% comparado ao mesmo período do ano anterior, indicando uma oferta crescente no mercado internacional.

Por outro lado, o algodão apresentou leve queda na Bolsa de Nova York devido à deterioração nas condições das lavouras nos Estados Unidos. O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,08%, fechando cotado a 85,41 centavos de dólar por libra – peso.

Relatórios semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revelam que até domingo passado, 74% do algodão norte – americano estava na fase de formação de cápsulas e que já havia cápsulas abertas em 14% da safra.

A avaliação das condições das plantações mostrou uma queda nos percentuais considerados bons ou excelentes para apenas 38%, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

Valorização do suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja com entrega em setembro também registrou valorização nesta sessão. O contrato fechou com alta de 0,07%, negociado a US 1,46 por libra – peso.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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