Bugatti inaugura complexo industrial La Manufacture em Molsheim para produção da nova Tourbillon

A nova instalação da Bugatti em Molsheim visa aumentar a produção da Tourbillon, marcando uma transição para motores híbridos e inovação no setor automotivo.

Inauguração da La Manufacture, em Molsheim , França

A Bugatti deu um passo significativo em sua trajetória ao inaugurar, na última terça – feira (15), o novo complexo industrial chamado La Manufacture, localizado em Molsheim, na Alsácia. Esta nova instalação foi projetada para ser a base produtiva da Tourbillon, a tão esperada sucessora da Chiron, que marca uma transição histórica ao abandonar os motores W 16 após duas décadas e adotar um sistema híbrido plug – in.

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A cerimônia de abertura contou com a presença de executivos do grupo, autoridades francesas e representantes da imprensa internacional. O Ministro da Indústria da França, Sébastien Martin, enviou uma mensagem em vídeo ressaltando a importância do investimento para a economia e o prestígio do setor industrial no país.

Detalhes sobre La Manufacture

Comandado por Mate Rimac, CEO da Bugatti Rimac, e Christophe Piochon, presidente da Bugatti Automobiles, o novo atelier de 3.245 m² foi construído em menos de um ano dentro dos terrenos do icônico Château Saint Jean. A arquitetura do espaço foi cuidadosamente planejada para se integrar à paisagem local, utilizando linhas baixas e grandes fachadas de vidro que garantem uma abundante luz natural na linha de montagem.

A nova estrutura permitirá à Bugatti aumentar sua capacidade de produção para até 200 veículos por ano. Em La Manufacture, as equipes serão responsáveis pelas etapas mais complexas da engenharia automotiva, como pré – montagem interna e externa, controle de qualidade e processos especializados em pintura e polimento.

O atelier original continuará ativo e será reconfigurado para acomodar as fases finais de montagem e personalização dos carros.

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Inovações no novo modelo

A Tourbillon promete revolucionar o mercado automobilístico. Ao contrário dos modelos anteriores que eram nomeados em homenagem a pilotos lendários, a escolha do nome “Tourbillon” refere – se ao mecanismo de alta relojoaria criado em 1801. Segundo Mate Rimac, essa mudança representa um conceito atemporal alinhado às tradições estabelecidas por Ettore Bugatti.

O hipercarro tem como lema “Pour léternité” (Para a eternidade), buscando não apenas performance excepcional mas também um design que se mantenha relevante por gerações. O interior do veículo é notável pela ausência de telas digitais massivas; seu painel é analógico e “esqueletizado”, desenvolvido em parceria com relojoeiros suíços e composto por mais de 600 peças feitas com materiais nobres.

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Desempenho impressionante

No coração do Tourbillon está um motor 8.3L V 16 aspirado que proporciona torque instantâneo. Esse motor é complementado por três motores elétricos que juntos geram 800 cv adicionais, resultando numa potência combinada de 1.800 cv com tração nas quatro rodas.

A autonomia elétrica chega a pouco mais de 60 quilômetros para deslocamentos urbanos silenciosos.

Graças à colaboração com a Rimac Automobili e inovações na gestão de peso, o Tourbillon é mais leve que o Chiron puramente movido a combustão. Com design inspirado nas proporções do Type 57SC Atlantic, o exterior do carro combina aerodinâmica avançada com detalhes estéticos marcantes.

Produção limitada e valor elevado

Os testes dinâmicos dos protótipos já estão sendo realizados nas estradas europeias. A produção será extremamente limitada a apenas 250 unidades ao redor do mundo. A montagem artesanal começará assim que forem finalizados os últimos modelos equipados com o motor W 16.

O preço inicial do Tourbillon está fixado em aproximadamente R 22,5 milhões em conversão direta. Até o momento, nenhuma unidade foi confirmada para venda no Brasil.