Bruno Sub encontra cascudo abacaxi em registro incomum no Rio Paranaíba, em Goiás

O peixe nativo, de hábitos noturnos e corpo protegido por placas rígidas, foi identificado pelo biólogo Edson Abrão no fundo de uma represa em São Simão.

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Mergulhador Bruno Sub encontrou um peixe de corpo coberto por placas extremamente rígidas durante uma imersão no Rio Paranaíba, localizado no município de São Simão, no sul goiano.

O mergulhador Bruno Sub encontrou um cascudo abacaxi durante uma imersão no Rio Paranaíba, em São Simão, no sul goiano. O peixe, de corpo coberto por placas rígidas, foi observado de perto pelo mergulhador no fundo de uma represa em Goiás.

O biólogo Edson Abrão identificou o animal como uma espécie nativa de ambientes aquáticos, que costuma permanecer junto ao leito dos rios. Embora sua aparência lembre a de um animal pré-histórico, o cascudo abacaxi não é um dinossauro vivo.

Placas rígidas ajudam na camuflagem

Durante a aproximação, Bruno Sub conseguiu segurar o peixe com as próprias mãos para observar seus detalhes anatômicos. A textura da pele impressionou o mergulhador, que comparou a resistência do couro a uma armadura medieval.

O animal também voltou a se aproximar de Bruno Sub mais de uma vez durante a interação nas águas da represa. As marcas e manchas espalhadas pelo corpo fazem parte da anatomia da espécie, explicou Edson Abrão, e ajudam a camuflá-la diante de predadores.

A linhagem evolutiva do cascudo abacaxi surgiu entre 30 milhões e 50 milhões de anos atrás e passou por processos contínuos de adaptação. As placas espessas e o corpo rígido são características que dão ao peixe uma aparência incomum entre os animais de água doce mais conhecidos.

Espécie noturna tem papel no equilíbrio dos rios

O cascudo abacaxi tem hábitos noturnos e costuma ficar no fundo das águas. A espécie é encontrada principalmente na Bacia Amazônica e sai à noite para procurar alimento.

Na dieta estão organismos minúsculos, algas e matéria orgânica em decomposição, como folhas, frutos e pedaços de troncos. Ao consumir esses resíduos, o peixe contribui para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

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Essa atividade também ajuda a controlar a turbidez da água e a manter níveis ideais de oxigenação no ambiente, de acordo com a descrição apresentada sobre a função da espécie nos rios.

Registro no Rio Paranaíba é considerado incomum

Popular no universo do aquarismo, o cascudo abacaxi foi considerado um achado incomum naquela região do Rio Paranaíba. A raridade se refere ao registro em um ponto específico de Goiás, e não a uma ameaça à sobrevivência da espécie.

Apesar de o aparecimento ter chamado atenção, o peixe não está em risco de extinção. A avaliação técnica confirmou a identificação do exemplar como um cascudo abacaxi, representante de uma linhagem antiga que continua habitando os rios brasileiros.

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