Brasileiros se voluntariam para lutar na Ucrânia e recebem apoio psicológico de especialista

Após mais de quatro anos de conflitos, as Forças Armadas da Ucrânia estão recrutando soldados internacionais para reforçar suas fileiras. Entre esses voluntários, destacam-se brasileiros que se uniram à luta na Ucrânia. A psicóloga Cláudia Serathiuk, do Núcleo de Estudos da Ucrânia (NEU) da USP, oferece apoio psicológico a cerca de 15 dos aproximadamente 2 mil soldados brasileiros envolvidos no conflito, além de atender a 10 famílias que têm vínculos com os combatentes.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cláudia, que faz parte da comunidade ucraniana em Curitiba, começou a prestar atendimentos a refugiados ucranianos logo no início da guerra, em 2022. No entanto, a partir do ano passado, ela notou um aumento significativo na demanda por assistência psicológica voltada para soldados e familiares enlutados.
Para atender a essa necessidade crescente, Cláudia e uma equipe de psicólogos voluntários vêm realizando atendimentos específicos para esses grupos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Impacto do atendimento psicológico
A psicóloga observa que, apesar do sofrimento intenso enfrentado pelos soldados, há uma melhora visível do estado emocional dos soldados após conversarem com um profissional, mesmo que a procurem de maneira muito pontual. para aqueles que estão lidando com o estresse e as traumas provocados pela guerra.
A condição das famílias enlutadas também tem melhorado através desse apoio: “A gente tem esse trabalho muito específico com as famílias enlutadas. É um trabalho longo e é um trabalho que tem dado resultados”, afirma Cláudia.
Ela destaca que o acompanhamento psicológico permite que essas pessoas vivenciem seu luto e encontrem formas de lidar com as perdas sofridas. “Temos conseguido tratar essas pessoas, fazer esse atendimento e dar esse apoio”, completa Cláudia.
Desafios emocionais diante da guerra
A situação na Ucrânia causa um impacto profundo também na própria psicóloga. Os relatos dos soldados e familiares lhe revelam o horror do conflito: “A guerra é triste, é devastadora, degrada a condição humana”, diz ela. Segundo Cláudia, o sofrimento vai além das perdas físicas e materiais; ele atinge profundamente a dignidade das pessoas envolvidas.
“A guerra traz essa destruição não só física e material, mas também moral”, ressalta. Com uma vasta experiência em contextos difíceis — incluindo trabalhos em presídios — Cláudia considera essa situação a pior com a qual já trabalhou em sua carreira: “Acho que é a pior situação com a qual eu já trabalhei”, conclui.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



