Brasileiros em Lisboa vão às urnas neste domingo para votar no 1º turno

Brasileiros que moram em Lisboa foram às urnas neste domingo (4) para votar no primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil. Muitos carregavam a esperança de mudanças. “Espero sinceramente que possamos ter uma nova visão de como o Brasil pode melhorar”, disse um eleitor.
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Outro completou: “Rezo a Deus pela restauração do nosso país”.
A votação no exterior começou horas antes da abertura das urnas no Brasil, por conta da diferença de fusos horários. O primeiro país a iniciar o processo foi a Nova Zelândia, com seções em Wellington. Na sequência, os brasileiros na Austrália também começaram a votar.
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Como funciona a votação fora do Brasil
As seções eleitorais no exterior funcionaram das 8h às 17h de domingo (4), sempre no horário local de cada país. Quem tem domicílio eleitoral fora do Brasil vota exclusivamente para presidente e vice – presidente da República — diferentemente do que ocorre no território brasileiro, onde também são escolhidos governadores, senadores e deputados.
Na Austrália, por causa dos diferentes fusos horários, a abertura e o fechamento das urnas acontecem de forma escalonada. Os brasileiros podem votar em Sydney, Brisbane, Melbourne, Perth e Camberra. Ao todo, mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior neste ano de 2026, espalhados por 186 cidades em todo o mundo.
Esse número representa pouco mais de 0,5% do total de eleitores brasileiros. Em relação às eleições de 2022, o crescimento foi superior a 30% — naquele ano, cerca de 697 mil pessoas estavam habilitadas a votar fora do país.
Logística e organização da eleição internacional
A organização da votação no exterior é de responsabilidade do TRE – DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), que comanda a chamada Zona Eleitoral do Exterior, em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o MRE (Ministério das Relações Exteriores.
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Segundo o TSE, urnas eletrônicas foram enviadas para garantir a votação em 104 países. A Rússia foi a única exceção neste ano: o país não recebeu os equipamentos por causa de entraves na logística aérea.
As seções eleitorais no exterior são montadas em embaixadas, repartições consulares ou outros locais definidos pela Justiça Eleitoral e pelas representações brasileiras. Pela legislação eleitoral, é preciso um mínimo de 30 eleitores aptos para criar uma seção fora do país.
No Brasil, a votação começou às 8h deste domingo (4). Mas, por causa dos fusos, os brasileiros residentes no exterior já estavam votando horas antes da abertura das urnas em território nacional.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



