Brasil retoma financiamentos do BNDES enquanto enfrenta dívidas bilionárias de Cuba e Venezuela

Brasil enfrenta um dilema financeiro com Cuba e Venezuela, enquanto Lula retoma empréstimos do BNDES. Descubra os riscos e as dívidas acumuladas!

01/05/2026 22:41

3 min

Brasil retoma financiamentos do BNDES enquanto enfrenta dívidas bilionárias de Cuba e Venezuela
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil enfrenta desafios financeiros com Cuba e Venezuela

O Brasil se depara com uma situação complexa: enquanto o governo retoma o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para projetos no exterior, o país ainda busca recuperar bilhões de reais em dívidas deixadas por Cuba e Venezuela, que não honraram compromissos financeiros anteriores.

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O presidente Lula (PT) está facilitando novos empréstimos do BNDES, permitindo que construtoras brasileiras voltem a atuar em grandes obras de infraestrutura fora do país. Essa decisão reacende o debate sobre os riscos associados a esse modelo de financiamento.

O BNDES disponibiliza recursos para que empresas privadas brasileiras ofereçam seus serviços no exterior. Quando as obras são concluídas e o país contratante não realiza o pagamento, o banco aciona um seguro, e o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação, uma ferramenta criada pela União para mitigar esse tipo de risco.

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Na prática, é o contribuinte brasileiro quem arca com as perdas financeiras.

Dívidas acumuladas e negociações sem previsão de pagamento

No caso da Venezuela, a dívida já coberta pelo fundo ultrapassa US$ 1,2 bilhão, incluindo financiamentos para os metrôs de Caracas e Los Teques, além da Siderúrgica Nacional. Cuba, por sua vez, acumula US$ 676 milhões em débitos com o Brasil, sendo o Porto de Mariel a principal obra contratada.

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Para essa obra, o BNDES exigiu como garantia as receitas da indústria cubana de charutos, uma medida que posteriormente foi considerada frágil.

Em resposta à CNN Brasil, o Ministério da Fazenda informou que não há previsão para a regularização dos pagamentos. A pasta destacou que o governo continua a cobrar os créditos por meio de negociações bilaterais e articulações em fóruns internacionais, e que os valores em atraso estão sujeitos a juros.

Especialistas, no entanto, acreditam que é improvável que esses países cumpram suas obrigações financeiras. Tony Volpon, colunista do CNN Money, questionou a adequação do uso da capacidade de financiamento do BNDES em nações com dificuldades de pagamento.

Nova legislação busca prevenir inadimplências futuras

A nova lei sancionada pelo governo federal introduz diversas mudanças para minimizar os riscos de novas inadimplências. A norma aprimora a transparência e obriga o BNDES a divulgar informações sobre os empréstimos. Além disso, fica proibida a realização de novas operações com países que já estejam inadimplentes.

Durante o auge da atuação das empreiteiras brasileiras no exterior, elas chegaram a representar quase 2,5% do mercado global de serviços de engenharia, mas perderam espaço após a interrupção do financiamento pelo BNDES em decorrência da Operação Lava Jato.

A dívida de Cuba e Venezuela continua a pesar sobre o Brasil, totalizando dezenas de bilhões de reais em calotes.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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