Brasil mantém apoio a Bachelet para secretária-geral da ONU

O Chile de José Antonio Kast passou a adotar posição neutra sobre a candidatura.

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Foto: Reprodução
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Brasil mantém apoio à candidatura de Bachelet

O governo brasileiro reafirmará seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo diante das recentes mudanças na postura do Chile. A ex-presidente chilena busca o cargo hoje ocupado por António Guterres.

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A decisão de manter o apoio é justificada pela avaliação de que nenhum dos outros candidatos em disputa possui uma experiência comparável à de Bachelet, que possui vasta experiência em órgãos da ONU e conhece a dinâmica interna dos secretariados.

O governo brasileiro prioriza a continuidade de um papel de liderança que Bachelet representa no cenário internacional.

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Mudanças no cenário político

O Chile, sob o governo de José Antonio Kast, anunciou que adotará uma posição neutra em relação à candidatura de Bachelet, em respeito à trajetória da ex-presidente. A mudança representa um desafio para Bachelet, cuja candidatura havia sido lançada em conjunto por Chile, Brasil e México. A disputa agora envolve quatro candidatos, incluindo Bachelet, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall.

Conselho de Segurança e vetos

A eleição para a secretaria-geral da ONU será decidida pelo Conselho de Segurança, onde o poder de veto de países como EUA, China e Rússia pode influenciar o resultado. Pequim sinalizou que só apoiará uma candidata latino-americana se houver consenso no próprio país, o que não ocorre com Bachelet.

O Brasil observa atentamente a dinâmica, reconhecendo o obstáculo, mas avaliando que o processo ainda está em fase inicial.

Outros candidatos

O argentino Rafael Mariano Grossi, indicado por Javier Milei, enfrenta ceticismo de China e Rússia devido a sua posição na Agência Internacional de Energia Atômica e a sua proximidade com os Estados Unidos. Os debates entre os candidatos devem começar em abril, em Nova York, e o Brasil acompanhará de perto a evolução do processo, reconhecendo que outros concorrentes também podem enfrentar dificuldades com os membros permanentes do Conselho de Segurança.

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