R$ 28 milhões levam 156 empresas brasileiras à SIAL Paris em oito pavilhões

A feira segue até quarta-feira (21) em Paris, onde mais de 70 empresas buscam novos mercados após os impactos das tarifas dos Estados Unidos.

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Foto da Sial Paris realizada em 2024.

O Brasil abriu neste sábado (17), na França, o Pavilhão Brasil na Sial (Salão Internacional da Alimentação) Paris 2026. A feira reúne a maior delegação brasileira de sua história, com 156 empresas distribuídas em oito pavilhões.

A participação recebeu investimento de aproximadamente R$ 28 milhões e busca ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior e diversificar os destinos das exportações. A edição ocorre em Paris até quarta-feira (21).

Delegação busca novos mercados para exportações

Organizada pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) junto com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e outras entidades, a iniciativa reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de cooperativas da agricultura familiar na cerimônia de abertura.

O presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller, disse que a promoção comercial é importante diante de barreiras tarifárias e desafios sanitários. Mais de 70 empresas da delegação procuram ampliar os mercados de destino após os impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.

“Essa feira aqui tem uma projeção mundial. O mundo inteiro está aqui, os compradores do mundo inteiro estão aqui e não tem nenhum lugar melhor, neste momento, para a gente promover os produtos brasileiros do que aqui na SIAL Paris”, afirmou Müller.

Ele também citou o avanço das exportações brasileiras para China, Índia e Europa. Segundo Müller, a abertura de mercados e a cooperação entre governo e setor privado contribuíram para esses resultados.

Cooperativas levam produtos da agricultura familiar

Quatorze cooperativas da agricultura familiar participam da feira para apresentar itens da biodiversidade brasileira e buscar negócios com compradores internacionais. Entre os produtos mencionados na cerimônia estão castanhas, pequi e outros alimentos regionais.

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Fátima Torres, vice-presidente da Unicafes (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária), afirmou que a presença no evento pode aumentar a renda no campo e criar novos canais de venda.

“Esse momento é muito da gente agradecer à Apex Brasil por essa oportunidade de estar aqui com 14 cooperativas em nome da agricultura familiar. Estamos trazendo os produtos da sociobiodiversidade brasileira, trazendo os nossos meios de todos os biomas, as castanhas do Brasil, do Pará, de caju, de baru, além de uma diversidade de produtos que temos no Cerrado brasileiro.

Fiz questão de trazer o pequi, porque poucas pessoas conhecem”, afirmou.

A Apex Brasil projeta US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros durante a edição deste ano da feira, que termina na quarta-feira (21), em Paris.

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