Brasil envia 44,29 milhões de toneladas de petróleo à China e supera Arábia Saudita

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil forneceu 44,29 milhões de toneladas à China, enquanto as compras sauditas recuaram 62% em setembro.

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Navios-tanque no terminal de distribuição da Petrobras em São Sebastião, no estado de São Paulo, Brasil, em 20 de abril de 2026.

O Brasil superou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados alfandegários divulgados na terça-feira (20). No período, o país asiático importou 44,29 milhões de toneladas do Brasil e 43,12 milhões de toneladas da Arábia Saudita.

Em setembro, as compras chinesas de petróleo brasileiro chegaram a 5,15 milhões de toneladas, o equivalente a 1,25 milhão de bpd (barris por dia). O volume foi 18% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

Compras da Arábia Saudita caem em setembro

As importações de petróleo saudita somaram 2,70 milhões de toneladas em setembro, ou 660 mil bpd. A quantidade representou uma queda de 62% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Rússia permaneceu como principal fornecedora de petróleo bruto da China. Em setembro, os embarques russos totalizaram 9,94 milhões de toneladas, ou 2,42 milhões de bpd, alta de 20% em um ano e recuo de 11% ante agosto.

Já as importações do Iraque atingiram 4,84 milhões de toneladas, equivalentes a 1,18 milhão de bpd. O volume caiu 19% na comparação anual, mas avançou 248% em relação a agosto.

China não importou petróleo dos EUA, Venezuela ou Irã

Os dados alfandegários não registraram importações de petróleo bruto dos EUA, da Venezuela ou do Irã em setembro. A mesma situação havia sido observada no ano anterior.

Os volumes dos principais fornecedores foram arredondados para um dígito em milhões de toneladas. Os cálculos das variações percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior foram feitos pela Reuters com base em dados alfandegários.

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