Brasil avança na transição energética com biometano na logística e metas ambiciosas até 2030
A Transição Energética no Brasil ganha destaque com o uso de biometano na logística. L’Oréal reduz 750 toneladas de CO₂ e mira 3.500 até 2025!
A Transição Energética no Brasil
A transição energética já não é um tema restrito a conferências internacionais ou relatórios técnicos. O Brasil, prestes a sediar um importante evento, está no centro desse debate. A busca por soluções para a transição energética agora envolve setores que, tradicionalmente, não estão diretamente ligados ao assunto.
A discussão mudou de “por que fazer” para “como fazer”. O que distingue as empresas é a capacidade de transformar promessas em ações concretas.
No Brasil, esse movimento já é visível, especialmente na cadeia logística. A empresa está ampliando o uso de biometano, um combustível renovável gerado a partir de resíduos de aterros sanitários, como parte de sua estratégia de descarbonização do transporte.
Juliana Fleming, Diretora de Operações do Grupo L’Oréal no Brasil, destaca que o biometano é 100% renovável, proveniente de resíduos orgânicos, reduz até 99,9% das emissões e é menos suscetível à volatilidade do petróleo. “Essa combinação de sustentabilidade e eficiência faz dele um componente-chave na nossa estratégia de descarbonização”, afirma.
Logística em Transição
Atualmente, 100% da rota entre a fábrica e o Centro de Distribuição em São Paulo utiliza biometano, que também é responsável por cerca de 80% das entregas diretas no estado. Essa adoção já resultou na redução de 750 toneladas de CO₂ desde a implementação, com a expectativa de superar 3.500 toneladas até o final de 2025.
Para Helen, esse é um aspecto crucial: “Inovação sustentável não é apenas discurso; ela gera impacto real.”
A perspectiva de impacto se reflete no planejamento logístico. Juliana menciona que a empresa continuará investindo e tem como meta que, até 2030, 60% dos itens vendidos sejam transportados em caminhões movidos a biometano. Esse avanço será potencializado com a inauguração do primeiro ponto exclusivo de abastecimento de biometano da América Latina, localizado em Jarinu.
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A parceria com a empresa também abastece as caldeiras da fábrica, promovendo o uso do biometano tanto na logística quanto no processamento industrial.
Dados Relevantes
- 100% da rota entre fábrica e Centro de Distribuição opera com biometano.
- 80% das entregas diretas em São Paulo utilizam biometano.
- Primeiro ponto dedicado de abastecimento de biometano da América Latina em Jarinu – SP.
- Redução prevista de 3.500 toneladas de CO₂ até 2025.
- Meta até 2030: aumentar o transporte com biometano para 60% dos itens vendidos.
Vantagens do Biometano
O biometano pode reduzir até 99% das emissões de Gases de Efeito Estufa em comparação ao diesel e ao gás natural. Além disso, apresenta um preço mais estável, pois é reajustado pelo IPCA, evitando a volatilidade do petróleo e do câmbio. Helen ressalta que a transição climática justa requer a mobilização de toda a cadeia. “Nenhuma empresa consegue resolver sozinha, mas pode acelerar o processo ao demonstrar o que é viável”, afirma.
Essa visão institucional se reflete em decisões que aumentam a eficiência, como a transferência do Centro de Distribuição do Rio para São Paulo, aproximando a fábrica dos clientes e da malha logística. A eliminação do frete aéreo doméstico e a expansão da cabotagem ampliam ainda mais os benefícios.
Marcel Jorand, CEO da Gás Verde, destaca que a descarbonização da cadeia logística é um desafio estratégico para o Brasil. “Cerca de 60% das cargas são transportadas por rodovias, que utilizam principalmente diesel, um combustível poluente. O biometano é a alternativa mais eficaz para uma logística sustentável e eficiente”, conclui.
Quando uma empresa líder adota o biometano em sua logística, a discussão sobre o futuro se torna uma realidade mensurável. A questão não é mais se é possível reduzir as emissões, mas como acelerar esse processo.