Boulos questiona se EUA vão classificar como terroristas as milícias do Rio

Boulos questiona se milícias do Rio também serão classificadas como terroristas
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), criticou a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, anunciada na quinta-feira (28 de maio de 2026), de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
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A medida, denominada “terroristas globais especialmente designados”, entrará em vigor a partir de 5 de junho.
A declaração foi feita em entrevista ao Poder360, onde o ministro questionou se a decisão americana se estenderá a outras milícias operando no Rio de Janeiro. “Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaros?”, indagou o ministro.
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A classificação das facções como “organizações terroristas estrangeiras” ocorre devido à sua natureza criminosa e à violência associada às suas ações.
Milícias e Ligações Políticas
As milícias, compostas por ex-policiais e outros agentes de segurança, têm ligações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo Boulos. O governo dos Estados Unidos justificou a decisão, apontando que as facções são entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, comandando milhares de integrantes e promovendo ataques brutais contra policiais, autoridades e civis.
Reação e Contexto Político
O anúncio ocorreu um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitar o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio. A proximidade temporal entre os eventos gerou especulações sobre uma possível relação entre a decisão americana e a viagem do pré-candidato à Presidência da República.
A medida representa um novo capítulo na complexa relação entre o Brasil e os Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
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