Boulos lança nova acusação contra Flávio Bolsonaro e fala em lavagem de dinheiro

Boulos intensifica acusações contra Flávio Bolsonaro em nova investida
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), voltou a fazer acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Em um novo vídeo divulgado no “Café com Boulos” na quarta-feira (6 de maio de 2026), o ministro apresentou novas evidências que sustentam a suspeita de lavagem de dinheiro.
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Boulos argumentou que a abertura de uma loja de chocolates por Flávio Bolsonaro, com a marca Kopenhagen, foi utilizada para movimentar recursos suspeitos. O ministro destacou que as transações financeiras relacionadas à franquia, inaugurada em 2015, despertam considerável atenção.
Ele afirmou que essa movimentação de dinheiro levanta a suspeita de que a origem dos recursos não era proveniente exclusivamente da loja de chocolates.
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Detalhes das transações financeiras
Análises revelaram que entre março de 2015 e dezembro de 2018, a franquia de Flávio Bolsonaro recebeu 1.512 depósitos em dinheiro. Esses depósitos foram feitos em diferentes valores: 63 de R$ 1.500, 63 de R$ 2.000 e 74 de R$ 3.000.
É importante ressaltar que, na época, depósitos acima de R$ 10.000 exigiam notificação às autoridades de controle financeiro. No entanto, devido ao fracionamento das transações, as autoridades não tiveram acesso a essas informações. Apenas um depósito ultrapassou o valor de R$ 10.000 durante o período analisado.
Conexão com o esquema de Queiroz
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou que as datas dos depósitos coincidiram com o período em que o ex-assessor Fabrício Queiroz comandava um esquema irregular. Boulos enfatizou que a compra de 51 imóveis em dinheiro em espécie pela família Bolsonaro é frequentemente associada à lavagem de dinheiro, considerando que transações em dinheiro vivo geralmente indicam a origem ilícita dos recursos.
“Operação com dinheiro vivo é constantemente associada à lavagem de dinheiro, a dinheiro ilícito. Se o cara vai roubar ou fazer um esquema, ele normalmente não vai fazer na conta bancária. Quando alguém compra um imóvel em dinheiro vivo, a tendência disso ser um dinheiro sujo e que a compra do imóvel é a lavagem do dinheiro é meio óbvia”, afirmou Boulos.
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