Cão late no topo dos escombros no Brás, mas bombeiros ainda não confirmam vítima soterrada
A capitã do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Karol Burunsizian, falou com exclusividade ao CNN Prime Time, jornal da CNN Brasil, sobre o desabamento de um prédio de quatro andares no Brás, na noite de sexta-feira (6).
Ao todo, 35 pessoas ficaram levemente feridas. Quatro foram hospitalizadas e estão na UPA (Unidade de Emergência) da Mooca, em estado estável e sem risco de morte.
Cães farejadores apontam sinal sob os escombros
Segundo a capitã, os bombeiros vasculham toda a área depois que cães farejadores indicaram sinais suspeitos embaixo do material desabado. Ainda não há certeza de que exista uma vítima soterrada.
Um dos cães subiu ao topo dos destroços e latiu, o que, na avaliação da capitã, indica que há algo ali. Ela ressalvou, porém, que não se trata de um sinal concreto da presença de uma pessoa.
O próximo passo é retirar todo o material até chegar à parte inferior, para confirmar ou descartar a presença de alguém sob os escombros.
Sobrevivente diz que prédio já tinha rachaduras
Um dos sobreviventes, Edmilson Miranda Silva, de 35 anos, contou aos jornalistas que a estrutura apresentava sinais de rachaduras. Ele afirmou que outros estabelecimentos da região estão na mesma situação.
Edmilson relatou que conseguiu sair da loja assim que a estrutura começou a ceder e que ouviu estalos antes do desabamento. Ao deixar o local, percebeu que pessoas tinham ficado para trás.
Ele também comentou sobre os prédios vizinhos: “Tem vários prédios que a estrutura não é preparada para esse peso todo.”
Bombeiros temem novo desabamento e trabalham até a madrugada
Segundo a capitã Karol Burunsizian, ainda há risco de novo desabamento no local e nos estabelecimentos ao lado. Por isso, um integrante da equipe cuida apenas da segurança, e as equipes deixam o local ao menor sinal de novo colapso.
As causas do desabamento ainda serão investigadas. Os trabalhos, de acordo com a capitã, devem se estender até a madrugada.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foram mobilizadas 17 viaturas e 51 bombeiros, por volta das 18h38, para atender o chamado. A operação segue em andamento.
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Redação Brasil
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