Bolsonaro segue preso na Papudinha: STF mantém decisão de Moraes

Primeira Turma do STF nega prisão domiciliar e mantém Bolsonaro na Papudinha, confirmando a decisão do ministro Moraes.

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Foto: Reprodução
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STF mantém Bolsonaro preso na Papudinha

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (5) manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso, negando o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. A decisão, que reafirma a determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, de que Bolsonaro permaneça preso na Papudinha, em Brasília, gerou repercussão no cenário político nacional.

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Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o relator e validaram a decisão anterior. O julgamento, realizado em sessão virtual, ocorreu após a defesa do ex-presidente argumentar que as condições da prisão não atendiam às necessidades médicas de Bolsonaro, que recentemente passou por uma cirurgia de hérnia inguinal e enfrenta diversas comorbidades decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

Argumentos e contrapontos

Os advogados de Bolsonaro alegaram que as instalações da Papudinha não ofereciam o tratamento médico adequado para o ex-presidente. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a prisão oferecia o atendimento necessário, além de apontar a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano anterior, como um fator determinante para a manutenção da prisão.

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Essa tentativa, segundo o ministro, demonstra uma possível desobediência à ordem judicial.

Contexto da prisão

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista. Ele cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A unidade, conhecida como “Papudinha”, é destinada a presos especiais, incluindo policiais, advogados e juízes.

A decisão do STF representa um marco no processo judicial envolvendo o ex-presidente, que segue sob forte vigilância judicial.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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