Bolsas europeias ampliam perdas com tensão entre EUA e Irã e alta dos títulos

Petróleo e gás mais caros elevam os riscos de inflação, enquanto juros dos títulos pressionam o orçamento e reduzem o espaço para investimentos na Europa.

02/09/2026 07:51

2 min

Bolsa de Valores de Frankfurt
Bolsa de Valores de Frankfurt

As bolsas europeias ampliaram as perdas nesta quarta – feira, 2, diante da continuidade das hostilidades entre os EUA e o Irã. O conflito adiou as expectativas de normalização dos fluxos de petróleo e elevou a preocupação dos investidores com energia, inflação e política monetária na região.

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Por volta das 6h 51 (de Brasília), o índice pan – europeu Stoxx 600 recuava 0,64%, para 643,32 pontos. Londres registrava baixa de 0,5%, enquanto Frankfurt caía 0,8% e Paris perdia 0,64%. Milão tinha queda de 0,5%, Madri cedia 0,3% e Lisboa recuava 0,5%.

Petróleo e gás sobem com tensão no Oriente Médio

O petróleo Brent avançava 0,33%, a US 95,06, por volta das 6h 40. Os contratos futuros eram sustentados pelas tensões no Oriente Médio, onde os EUA e o Irã continuam trocando ataques.

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O gás natural europeu também registrava alta. No mesmo horário, o contrato do Dutch TTF para outubro, principal referência para o preço da commodity, subia 3%, a 74,40 euros por megawatt – hora, na ICE.

A elevação dos custos de energia aumenta os riscos para a inflação e pode influenciar as decisões de política monetária na Europa. O movimento ocorre enquanto o alto endividamento dos países amplia o custo de refinanciamento da dívida e reduz o espaço disponível para investimentos.

Rendimentos dos títulos pressionam finanças públicas

Em Londres, apenas 9 componentes do FTSE 100 registravam alta perto das 6h 43 (de Brasília). As perdas eram generalizadas em meio ao avanço dos rendimentos dos gilts, os títulos públicos britânicos, pressionados por fatores externos e internos.

Os rendimentos dos títulos estão em máximas de vários anos, segundo Daniel Mahoney, economista sênior para o Reino Unido do Handelsbanken. Em uma nota, ele afirmou que esse movimento aumenta a pressão sobre as finanças públicas, que já enfrentam dificuldades.

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“Os movimentos atuais nos mercados financeiros certamente reduzirão ainda mais a margem de manobra fiscal do governo no próximo orçamento”, diz Mahoney. Para o economista, o encarecimento do financiamento também eleva o risco de novos aumentos de impostos no orçamento.

Montadoras lideram quedas em Frankfurt

Em Frankfurt, as montadoras apareciam entre os principais destaques negativos. A Volkswagen recuava 3,97%, enquanto a Porsche Automobil tinha baixa de 3,48%.

A Daimler perdia 1,9% e a BMW caía 1,8%. No índice DAX, a maior queda porcentual era da varejista Zalando, que registrava desvalorização de 4,3%.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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