Bloco do MST Promove Oficina de Percussão no Rio

O Bloco do MST está recebendo inscrições para sua oficina de percussão, que se desenrola às terças-feiras, a partir das 19h, nas dependências da Garagem Delas, localizada na Rua da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Para apresentar o projeto a novos entusiastas, a organização preparou uma série de aulas experimentais gratuitas, agendadas para os dias 23 e 30 de junho, e 7 de julho, todas com início às 19h.
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A iniciativa não se restringe apenas ao aprendizado musical; ela posiciona a percussão como uma ferramenta de expressão, convivência e mobilização popular, um tema que foi central na estreia do grupo no Carnaval de rua carioca em 2026.
Detalhes da Oficina de Percussão e Repertório Musical
A participação na oficina exige uma mensalidade de R$ 196, embora seja possível obter um desconto significativo ao optar por um pacote promocional que cobre todo o ciclo de oito meses, incentivando o compromisso dos participantes.
Os alunos terão a oportunidade de manusear diversos instrumentos, podendo escolher entre o surdo, a caixa, o xequerê ou o ganzá. Para facilitar o início, o bloco garante o empréstimo de instrumentos tanto durante as aulas quanto nos momentos de apresentação pública.
A proposta musical desenvolvida pela bateria é notavelmente eclética, misturando uma vasta gama de ritmos que representam a diversidade cultural brasileira e latino-americana. O repertório abrange desde o tradicional xote e baião, passando pelo samba e samba-reggae, até influências contemporâneas como o reggae, reggaeton, rock, galope, funk e trap.
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Além de replicar ritmos já estabelecidos, a bateria tem um foco em novas experimentações criadas coletivamente pelos próprios integrantes, garantindo um caráter de constante evolução artística e social.
A Percussão como Instrumento de Mobilização Popular
O Bloco do MST consolidou sua presença cultural e política ao realizar sua estreia no Carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2026, levando para as ruas a Bateria Sem Terra. Este projeto utiliza a força rítmica da percussão para ir além do entretenimento, transformando-a em um veículo de diálogo e engajamento social.
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Neste segundo ano de atividades, a meta do grupo é expandir e aprimorar não apenas a bateria, mas também as alegorias e os figurinos utilizados nas apresentações. O coordenador do projeto, Fabito Shanawaara, destacou que o tempo de criação tem sido fundamental para a inserção de uma simbologia mística e política no bloco.
“Estamos com muito mais tempo de criação, na inserção da nossa simbologia mística, no bloco”, relatou Shanawaara. Ele enfatizou que o objetivo é que a bateria não seja apenas um elemento de fundo, mas que também participe ativamente dos atos, funcionando como um instrumento direto da classe trabalhadora.
Segundo Shanawaara, o principal desafio do movimento é garantir que o Bloco alcance o maior número de pessoas possível. Nesse processo, ele busca que o debate sobre a reforma agrária popular e suas simbologias sejam amplamente difundidos por todo o Rio de Janeiro.
As aulas experimentais gratuitas são uma porta de entrada para o público interessado em aprender a tocar e, mais importante, em se conectar com a missão cultural e política do bloco.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



