Coco de Roda celebra tradições em Afogados da Ingazeira

Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, sediou entre os dias 16 e 20 de junho a primeira edição do Festival de Coco de Afogados da Ingazeira. O evento gratuito promoveu a valorização do Coco de Roda, reunindo grupos tradicionais de diversas regiões do estado.
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A iniciativa, organizada pelo Coco Negras e Negros do Leitão da Carapuça — reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco —, ofereceu uma programação cultural intensa, que incluiu oficinas de dança e música, intercâmbios culturais, além da degustação de culinária quilombola e distribuição de mudas de espécies nativas da caatinga.
A Força das Raízes Afro-Indígenas no Coco de Roda
O festival se estabeleceu como um importante ponto de encontro para a preservação das heranças afro-brasileiras e indígenas que moldaram essa manifestação cultural. Segundo Leonardo Lemos, produtor executivo do projeto e pesquisador do Coco nos Sertões, o objetivo central é justamente destacar essas raízes.
Ele enfatizou que a presença de comunidades quilombolas e indígenas no evento reforça a conexão histórica dessas tradições, evidenciando a vasta riqueza cultural que reside no interior pernambucano.
A programação não apenas celebra a tradição, mas também abre espaço para o futuro. Grupos como Raízes em Movimento e Eu Não Tenho Amor, formados por estudantes da rede pública de ensino, realizaram suas primeiras apresentações em festivais de música.
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Paralelamente, a Batucada Feminista do Pajeú trouxe ao palco uma proposta que coloca o protagonismo feminino em destaque, enriquecendo o diálogo cultural.
O Coco Negras e Negros do Leitão da Carapuça, que conta com mais de três décadas de história, é uma das principais referências do Coco de Roda em Pernambuco. O grupo, que recebeu o título de Patrimônio Vivo do Estado em 2023, possui um vasto acervo cultural, incluindo dois CDs, um EP e produções audiovisuais que documentam sua trajetória artística.
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Programação Detalhada e Encerramento no Leitão da Carapuça
As atividades tiveram início nos dias 16 e 17 de junho, quando oficinas de dança do coco foram realizadas para estudantes da rede pública municipal. Essas aulas aconteceram no Centro de Educação Infantil Genedi Magalhães e na EREM Cônego João Leite, aproximando crianças e jovens da rica tradição cultural local.
Na sexta-feira, dia 19, a Estação Ferroviária de Afogados da Ingazeira foi o palco de diversas apresentações. O público desfrutou de performances do Samba de Coco Cachoeira da Onça, homenagens a figuras proeminentes da cultura popular e o show dos grupos Raízes em Movimento e Eu Não Tenho Amor.
O dia foi encerrado com a apresentação do Coco Negras e Negros do Leitão, e o público teve acesso à degustação de comidas quilombolas.
O ápice do festival ocorreu no sábado, 20 de junho, data em que Pernambuco comemora o Dia Estadual do Coco de Roda. As celebrações foram transferidas para o Leitão da Carapuça, na zona rural do município. Para facilitar o acesso, foi organizado transporte gratuito saindo da Praça Padre Carlos Cottart, com início às 15h.
O dia contou com a participação do Coco Toype do Ororubá, grupo originário da aldeia Lagoa, em Pesqueira, além de homenagens e um novo espetáculo dos anfitriões.
O evento foi possível graças ao apoio de diversas esferas, incluindo o apoio institucional, que viabilizou a realização da festa e a preservação da cultura local, garantindo que a tradição continuasse viva para as novas gerações.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



