Bia Haddad Maia revela esgotamento e pausa na carreira para cuidar da saúde mental
Tenista brasileira admite desgaste acumulado e diz que apoio da equipe foi essencial para recuperar o equilíbrio.
Bia Haddad Maia abriu o jogo sobre o momento delicado que viveu fora das quadras. Em entrevista recente, a tenista brasileira admitiu que se sentiu “esgotada” e que precisou dar uma pausa na carreira para cuidar da saúde mental. A decisão, segundo ela, foi fundamental para recuperar o equilíbrio e a motivação.
A atleta, que é uma das principais representantes do tênis nacional, não escondeu o desgaste acumulado nos últimos anos. A rotina intensa de treinos, viagens e competições, somada à pressão por resultados, cobrou um preço alto. “Cheguei a um ponto em que não estava mais suportando”, disse Bia, em tom sincero.
O peso da rotina e a decisão de parar
Bia Haddad revelou que a sensação de esgotamento não veio de repente. Foi um processo gradual, em que as vitórias e as derrotas passaram a ter o mesmo peso emocional. “Você perde a capacidade de sentir prazer no que faz”, explicou. A pausa, segundo ela, foi uma escolha consciente para evitar um colapso maior.
A tenista destacou que o apoio da equipe e da família foi essencial nesse período. “Eles me ajudaram a enxergar que não há problema em parar, em respirar”, contou. Durante o tempo afastada, Bia se dedicou a atividades simples, como passar mais tempo com amigos e ler, algo que há muito não fazia.
Ela também falou sobre o estigma que ainda existe em relação à saúde mental no esporte de alto rendimento. “Muita gente acha que você é fraco se admite que não está bem. Mas é o contrário: é preciso coragem para reconhecer os próprios limites”, afirmou.
O retorno às quadras e os novos planos
Após o período de recuperação, Bia Haddad voltou a competir com uma nova perspectiva. Ela conta que aprendeu a dosar melhor as exigências e a valorizar cada conquista, por menor que seja. “Não quero mais viver em função apenas dos resultados. Quero ser feliz jogando tênis”, disse.
A brasileira também revelou que passou a buscar ajuda profissional regularmente, com psicólogos e preparadores mentais. “É um cuidado diário, como o treino físico. Não adianta só cuidar do corpo se a cabeça não está bem”, comparou. Bia afirmou que pretende seguir na carreira, mas com mais equilíbrio e menos cobrança interna.
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Para ela, a experiência serviu como um alerta não só para si mesma, mas para outros atletas. “Espero que minha história ajude alguém a perceber que não está sozinho. Pedir ajuda não é vergonha, é sobrevivência”, finalizou.