Bia Haddad Maia revela esgotamento e pausa na carreira para cuidar da saúde mental

Tenista brasileira admite desgaste acumulado e diz que apoio da equipe foi essencial para recuperar o equilíbrio.

06/10/2026 23:03

3 min

Procedimento foi realizado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo
Procedimento foi realizado no Hospital Sírio Libanês, em São Pau...
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Bia Haddad Maia abriu o jogo sobre o momento delicado que viveu fora das quadras. Em entrevista recente, a tenista brasileira admitiu que se sentiu “esgotada” e que precisou dar uma pausa na carreira para cuidar da saúde mental. A decisão, segundo ela, foi fundamental para recuperar o equilíbrio e a motivação.

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A atleta, que é uma das principais representantes do tênis nacional, não escondeu o desgaste acumulado nos últimos anos. A rotina intensa de treinos, viagens e competições, somada à pressão por resultados, cobrou um preço alto. “Cheguei a um ponto em que não estava mais suportando”, disse Bia, em tom sincero.

O peso da rotina e a decisão de parar

Bia Haddad revelou que a sensação de esgotamento não veio de repente. Foi um processo gradual, em que as vitórias e as derrotas passaram a ter o mesmo peso emocional. “Você perde a capacidade de sentir prazer no que faz”, explicou. A pausa, segundo ela, foi uma escolha consciente para evitar um colapso maior.

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A tenista destacou que o apoio da equipe e da família foi essencial nesse período. “Eles me ajudaram a enxergar que não há problema em parar, em respirar”, contou. Durante o tempo afastada, Bia se dedicou a atividades simples, como passar mais tempo com amigos e ler, algo que há muito não fazia.

Ela também falou sobre o estigma que ainda existe em relação à saúde mental no esporte de alto rendimento. “Muita gente acha que você é fraco se admite que não está bem. Mas é o contrário: é preciso coragem para reconhecer os próprios limites”, afirmou.

O retorno às quadras e os novos planos

Após o período de recuperação, Bia Haddad voltou a competir com uma nova perspectiva. Ela conta que aprendeu a dosar melhor as exigências e a valorizar cada conquista, por menor que seja. “Não quero mais viver em função apenas dos resultados. Quero ser feliz jogando tênis”, disse.

A brasileira também revelou que passou a buscar ajuda profissional regularmente, com psicólogos e preparadores mentais. “É um cuidado diário, como o treino físico. Não adianta só cuidar do corpo se a cabeça não está bem”, comparou. Bia afirmou que pretende seguir na carreira, mas com mais equilíbrio e menos cobrança interna.

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Para ela, a experiência serviu como um alerta não só para si mesma, mas para outros atletas. “Espero que minha história ajude alguém a perceber que não está sozinho. Pedir ajuda não é vergonha, é sobrevivência”, finalizou.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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