Bartolomeo assume cargo inédito no conselho da Aldak após Vale

Bartolomeo lidera conselho da Aldak com foco estratégico no futuro da mineração brasileira.

Eduardo Bartolomeo, ex-CEO da Vale

Eduardo Bartolomeo assume um novo capítulo profissional como sênior advisor e membro do Conselho de Administração da Aldak, empresa especializada em conectividade para setores críticos no Brasil.

Com essa posição na companhia que integra serviços essenciais à mineração e comunicação crítica, ele dará suporte a temas cruciais relacionados à governança corporativa, processos internos e planos de expansão dos negócios.

Experiência anterior com grandes operações

Bartolomeo é conhecido por sua trajetória recente liderando o processo complexo de reconstrução operacional e reputacional da Vale. Ele assumiu o comando da mineradora nos anos iniciais de 2019, um período marcado pelo pior momento histórico do grupo após Brumadinho em Minas Gerais.

No entanto, seu tempo como CEO foi turbulento: Bartolomeo deixou os cargos na empresa no ano de 2024 seguinte a uma sucessão marcada pela divisão interna entre conselheiros e acusações sobre interferências políticas que afetaram diretamente a escolha de quem viria depois dele.

A Aldak consolida presença estratégica

Em paralelo à chegada de ex – executivos renomados ao Conselho da Vale ou outros grupos corporativos, o setor privado mostra forte movimento. A própria Aldak está passando por um período intenso de crescimento estratégico através tanto do desenvolvimento orgânico quanto aquisições.

O CEO Felipe Pereira afirma que essa estratégia visa construir “uma companhia com escala para assumir projetos cada vez mais complexos” em setores vitais no país. Segundo ele e os dados apresentados pela empresa investida dos fundos Spectra e Kviv, a projeção é alcançar R 520 milhões em faturamento anual já até 2026.

Foco na mineração como mercado – chave. A atividade mineradora figura entre as áreas estratégicas prioritárias de expansão da Aldak, onde a companhia atende atualmente um número significativo: ela presta serviços às dezesseis maiores das vinte grandes operadoras do setor brasileiro.

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Neste segmento, o trabalho envolve tecnologias avançadas que incluem radiocomunicação além de redes privadas LTE, com cobertura para os padrões 4G e 5G. Essas soluções são fundamentais porque conectam equipes em campo, equipamentos pesados, veículos autônomos, sensores complexos ou sistemas inteiros — mesmo quando estão localizados em regiões remotas ou sem boa infraestrutura.

Escopo dos negócios fora da mineração

A atuação robusta da Aldak não se limita à extração mineral; a empresa também atende outros setores cruciais do mercado brasileiro.

Atualmente, ela fornece serviços aos dois maiores das três produtoras de papel e celulose no país, além de dar suporte operacional às oito principais aeroportos. O escopo ainda abrange energia elétrica, óleo e gás natural (OG), logística industrial, construção civil e utilities diversas na estrutura combinada que conta com cerca de 750 colaboradores em todas as regiões brasileiras.

Estratégia corporativa: Crescimento inorgânico

A estratégia da Aldak tem sido marcada por movimentos significativos como a aquisição recente da TRC ocorrida em maio passado. Felipe Pereira reforça o conceito ao afirmar publicamente que “crescimento inorgânico faz parte [da] nossa estratégia”.

Essa combinação entre crescimento orgânico — aquele gerado internamente pela empresa —, junto aos aportes externos (inorgânicos), permitiu à companhia multiplicar sua receita e seu EBITDA, respectivamente 5,7 vezes e sete vezes no período de três anos.