Barco vira próximo à Estátua da Liberdade e mata mãe e filha em Nova York

A tragédia levanta questões sobre a segurança na navegação em Nova York e a necessidade de regulamentação mais rigorosa para serviços de fretamento.

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Uma tragédia ocorreu na noite de sábado, quando um barco com 14 pessoas a bordo virou nas proximidades da Estátua da Liberdade, resultando na morte de uma mulher e seu bebê. As autoridades iniciaram uma operação de busca no movimentado porto de Nova York para localizar as vítimas do naufrágio.

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O capitão da embarcação, Manuel Hernandez, de 46 anos e residente em Manhattan, foi preso na manhã de domingo. Ele enfrenta 13 acusações relacionadas à conduta imprudente que colocou outras vidas em risco, conforme informou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD.

A Guarda Costeira dos EUA também está investigando se o barco operava ilegalmente como serviço de fretamento sem as credenciais necessárias.

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Investigação sobre a operação do barco

A Guarda Costeira explicou que um serviço de fretamento ilegal é caracterizado pelo transporte de passageiros mediante pagamento sem as credenciais exigidas, equipamentos de segurança apropriados e certificado de inspeção. A Capitã Doreen McCarthy, comandante do Setor de Nova York da Guarda Costeira, afirmou: “Estamos empenhados em responsabilizar os operadores ilegais com todo o rigor da lei para garantir a segurança de todos em nossas vias navegáveis”.

Embora não esteja claro qual tipo de barco estava envolvido no acidente, uma fonte policial revelou à CNN que os investigadores suspeitam que a embarcação tinha excesso de passageiros. Doze das 14 pessoas foram resgatadas antes da chegada da polícia por um barco próximo que realizou o salvamento.

Esse primeiro barco, descrito como uma pequena embarcação equipada com banheiras de hidromassagem e pertencente à empresa Sea the City, chegou rapidamente ao local e seus tripulantes conseguiram salvar 11 pessoas antes da intervenção das autoridades.

As equipes de busca encontraram Sara Sanchez, 27 anos, e sua filha Antonella Garcia, apenas cinco meses, ambas do Queens. Elas foram levadas ao Hospital NYU Langone – Brooklyn em estado crítico, mas não resistiram.

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Operação de emergência no porto

A operação desencadeada pelo naufrágio mobilizou equipes aéreas e aquáticas das agências locais, incluindo a Guarda Costeira, o Corpo de Bombeiros e a Polícia de Nova York. As unidades especializadas da NYPD — como a Unidade Portuária e a Equipe de Mergulho — participaram ativamente das buscas nas águas escuras próximas à Ilha da Liberdade.

A região ao redor da ilha é uma área muito movimentada do Porto de Nova York, frequentemente utilizada por embarcações comerciais e recreativas. Além disso, é um destino turístico popular que oferece passeios para ver a famosa Estátua da Liberdade.

Na noite do acidente, as condições climáticas eram favoráveis; os termômetros marcavam cerca de 27 graus Celsius com ventos suaves.

Testemunhas relataram ver helicópteros sobrevoando a área e várias embarcações realizando operações na água. Uma delas mencionou: “Eu vi três helicópteros, duas embarcações em atividade na água e muitas ambulâncias do NYU”. A afiliada WABC destacou que o barco envolvido era um bowrider comum.

Este não é o primeiro incidente trágico envolvendo barcos fretados na região. Em julho de 2022, outro naufrágio no rio Hudson resultou na morte de duas pessoas durante um passeio similar. O capitão daquele barco foi posteriormente processado por operar sem as credenciais adequadas.