Quem não conseguir chegar ao Enem 2026 por causa do clima poderá fazer a prova em dezembro
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que quem não conseguir chegar ao primeiro dia de provas do Enem 2026 em regiões onde as condições climáticas prejudicarem terá uma nova data para fazer o exame. Ele deu a declaração ao falar com a imprensa, após apresentar ao presidente Lula os números da aplicação deste ano.
Os portões dos locais de prova fecham às 13h do domingo (8). Barchini desejou boa sorte aos participantes e pediu que cheguem no horário.
Quem não chegar por causa do clima fará prova em dezembro
Segundo o ministro, o Inep acompanha todas as questões climáticas que possam afetar a aplicação. “Todas as questões climáticas estão sendo observadas pelo Inep. Para aqueles que não conseguirem chegar por motivos climáticos, teremos uma segunda aplicação no mês de dezembro“, disse.
Ensino superior pesa no salário e no emprego
Barchini destacou o peso de um curso superior na vida profissional. “Educação superior vale muito. O estudante que tem ensino superior tem um salário 2,5 vezes maior do que quem não tem.”, afirmou. Ele também citou que a taxa de desemprego de quem tem diploma é de 2,7%, metade da registrada entre quem não tem.
O ministro lembrou que, no início do século 21, cerca de 5 milhões de pessoas com nível superior estavam no mercado de trabalho. Hoje, são 25 milhões. Para ele, esse avanço só foi possível pelo acesso proporcionado pelo Enem.
Ao comparar com o período anterior, Barchini afirmou que a nota do exame mudou o cenário para os candidatos. “Essa prova mudou o país. Antes você tinha de se inscrever em diferentes cidades, pagar as taxas de vestibular de cada faculdade, passagens de ônibus e de avião e fazer provas em finais de semana diferente”, disse.
Universidades federais têm mais alunos de escola pública
Na avaliação do ministro, a origem dos estudantes que chegam ao ensino superior também mudou. “Por isso a cara das nossas universidades mudou. Antigamente, um terço dos estudantes das universidades federais vinha de escola pública. Vinte anos depois, dois terços, quase 70%, vem da escola pública”, afirmou.
Barchini disse ainda que as instituições ficaram mais diversas. “A universidade é muito mais colorida, muito mais inclusiva, retrata o Brasil por conta dessa oportunidade que vocês estão tendo em todo o país”, comemorou.
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