Banco Master: escândalo e desconfiança podem pesar nas eleições de 2026

Pesquisa Genial/Quaest mostra que 38% dos eleitores evitariam votar em candidato envolvido no escândalo do Banco Master.

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Foto: Reprodução

Eleições 2026: desconfiança e escândalo do Banco Master dominam a opinião pública

Um novo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12 de março de 2026) revela um cenário preocupante à vista das próximas eleições. A pesquisa da Genial/Quaest aponta que 38% dos eleitores brasileiros evitariam votar em um candidato envolvido em um escândalo.

Adicionalmente, 20% dos entrevistados declararam que o caso do Banco Master não seria um fator relevante em suas escolhas de voto.

A pesquisa, realizada entre 6 e 9 de março de 2026, com 2.004 participantes com 16 anos ou mais em todo o Brasil, demonstra uma crescente desconfiança em relação à política. O intervalo de confiança é de 95%, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais.

Respondentes demonstram desconfiança em relação ao Banco Master

Os resultados da pesquisa revelaram que 38% dos entrevistados afirmaram evitar votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master. Outros 29% indicaram que considerariam o tema do banco no momento de suas escolhas, mas não o veriam como um fator decisivo.

Já 20% dos entrevistados declararam que não levariam o caso em consideração, e 13% não souberam ou não responderam à pergunta.

Investigações e processos judiciais em relação ao Banco Master

O escândalo do Banco Master ganhou destaque após o Banco Central decretar a liquidação do banco, em 18 de novembro de 2025, por suspeitas de fraude. O prejuízo ao Fundo Garantidor de Créditos, estimado em R$ 50 bilhões, é o maior da história do setor financeiro.

A operação Compliance Zero, da Polícia Federal, também levou à prisão do fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi posteriormente indiciado.

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Supremo Tribunal Federal e a “Turma” de Vorcaro

O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, com a relatoria inicialmente de Dias Toffoli. No entanto, controvérsias envolvendo o ministro levaram à sua substituição por André Mendonça. A investigação revelou a existência de uma “Turma”, liderada por Vorcaro, que teria orquestrado o caso, conforme indicado por mensagens interceptadas pela Polícia Federal.

Envolvimento de autoridades e consequências

A investigação também apontou o envolvimento de outras autoridades, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A relação do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o banco também gerou questionamentos.

O caso continua em andamento, com investigações em curso e processos judiciais em andamento.

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