Banco de Israel corta juros para 3,75%, primeira redução desde janeiro

A inflação de 1,9% e o shekel forte abriram espaço; Smotrich chamou o corte de “insuficiente e tardio”.

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Foto: Reprodução
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Banco de Israel reduz juros pela primeira vez desde janeiro

Nesta segunda-feira (25), o Banco de Israel anunciou a redução dos juros de curto prazo, a primeira alteração desde janeiro. A decisão foi motivada pela valorização significativa do shekel e pela inflação estável, embora a instituição tenha alertado que futuros cortes serão feitos de forma gradual, uma vez que a inflação ainda se mantém elevada.

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Assim, a taxa básica de juros foi reduzida de 4% para 3,75%. Anteriormente, o banco central já havia feito cortes em novembro e janeiro.

De acordo com Andrew Abir, do Banco de Israel, a inflação anual, que se manteve em 1,9% em abril, dentro da meta estabelecida de 1% a 3%, foi um fator crucial para a flexibilização da política monetária. A inflação controlada foi favorecida pela forte valorização do shekel, que atingiu o nível mais alto em 33 anos em relação ao dólar. “Isso certamente nos dá margem para reduzir as taxas, mesmo com a incerteza geopolítica”, afirmou Abir à Reuters.

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Apesar da diminuição dos riscos geopolíticos, eles ainda persistem, o que leva a uma cautela maior em relação ao ritmo das alterações nas taxas de juros. Em março, o Banco de Israel havia projetado dois cortes na taxa até o início de 2027, estabelecendo uma taxa básica de 3,5%.

Abir ressaltou que futuros cortes dependerão dos dados econômicos. Um cessar-fogo, firmado em 8 de abril, continua em vigor, mas sua estabilidade é considerada frágil.

O Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, classificou a redução de 0,25 ponto percentual como “insuficiente e tardia”, argumentando que um corte maior seria necessário para beneficiar exportadores, famílias e empresários. “Não estamos tentando surpreender os mercados”, enfatizou Abir. “Estamos buscando estabelecer um nível de política monetária que esteja alinhado com as expectativas de inflação e com a realidade da economia”, completou.

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