Banco Central permite compartilhamento de saldo e limite em transações via Pix a partir de maio

A nova funcionalidade do Banco Central permitirá que usuários compartilhem saldo e limite, otimizando transações e melhorando a experiência no uso do Pix

Fachada do prédio do Banco Central em Brasília

O Banco Central (BC) anunciou na segunda-feira, 22 de maio de 2026, que os usuários terão a opção de compartilhar dados sobre saldo e limite ao conectar suas contas ao sistema Pix por aproximação em carteiras digitais ou ao autorizar movimentações automáticas através do Open Finance.

Essa funcionalidade permitirá que os clientes visualizem o saldo disponível antes de realizar uma transação.

Objetivo da Nova Funcionalidade

A atualização visa aumentar a eficácia dos pagamentos realizados por meio do Open Finance, já que a falta de saldo suficiente é um dos principais motivos para falhas nas transações. O BC descreveu essa abordagem como uma “jornada otimizada”, pois simplifica o processo de compartilhamento de dados, evitando que o cliente precise passar por etapas repetitivas para autorizar o acesso às informações necessárias para pagamentos.

A opção de compartilhamento de saldo e limite é facultativa, e as instituições financeiras devem garantir que a vinculação da conta ou a autorização para movimentações automáticas prossigam normalmente, mesmo se o cliente optar por não compartilhar essas informações.

Assim, será necessário que o usuário selecione ativamente essa opção, pois ela não será ativada automaticamente. Além disso, o cancelamento do compartilhamento poderá ser feito a qualquer momento.

Como Funciona o Compartilhamento

Conforme informado pelo Banco Central, se um cliente decidir cancelar o compartilhamento de saldo e limite, ele ainda poderá manter a vinculação da conta ativa. Entretanto, se optar por cancelar essa vinculação, o compartilhamento também será automaticamente desativado.

A autoridade monetária destacou que essa possibilidade visa melhorar a experiência do usuário durante os pagamentos.

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Matheus Rauber, chefe da subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, ressaltou que bancos e empresas terão a oportunidade de desenvolver novos produtos com essa funcionalidade. “É fundamental que os clientes compreendam claramente como suas informações serão utilizadas em qualquer solução oferecida”, afirmou Rauber.

Modalidades Disponíveis para Uso

A nova funcionalidade estará disponível em duas modalidades específicas dentro do Open Finance: quando um cliente vincula sua conta em um banco B a uma instituição iniciadora (banco A), incluindo pagamentos via Pix por aproximação; e quando autoriza transferências automáticas entre contas em diferentes bancos (Transferências Inteligentes).

Embora a oferta desse serviço seja opcional, as instituições financeiras responsáveis pelas contas dos clientes são obrigadas a cumprir ordens de pagamento ou transferências quando solicitadas.

Com essas mudanças, o Banco Central busca facilitar e tornar mais seguras as transações financeiras realizadas pelos usuários, promovendo uma experiência mais eficiente no uso das novas tecnologias bancárias.