Banco Central elimina limite diário de R$ 500 para transações com Pix por aproximação a partir

Uma nova instrução normativa do Banco Central (BC), divulgada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira, 17 de maio de 2026, estabelece a eliminação do limite diário de R$ 500 para transações utilizando o Pix por aproximação. A medida entra em vigor a partir de 1º de outubro de 2026 e revoga os artigos que impunham essa restrição, definidos na instrução anterior de agosto de 2024.
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Com essa mudança, os usuários poderão solicitar ajustes nos limites dessa modalidade de pagamento.
Funcionamento e Vantagens do Pix por Aproximação
A nova regra permitirá que o Pix funcione de maneira semelhante aos cartões de crédito e débito já cadastrados em carteiras digitais. Desde a implementação do sistema, todas as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar essa ferramenta aos seus clientes.
Essa modalidade possibilita que os consumidores utilizem o Pix diretamente em suas carteiras digitais, eliminando a necessidade de acessar o aplicativo bancário para realizar as transações.
Para ativar o pagamento por aproximação via Pix, o usuário deve vincular sua conta à carteira digital instalada no celular. O processo inclui abrir a carteira digital, selecionar a opção de vinculação da conta, acionar o aplicativo do banco e autorizar a conexão do Pix por aproximação.
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Para efetuar um pagamento, as etapas são semelhantes às utilizadas com cartões: informar ao atendente qual meio será utilizado, verificar se as informações estão corretas e aproximar o celular da máquina de pagamento antes de autorizar a transação.
Crescimento e Impacto do Pix no Mercado Brasileiro
Desde seu lançamento, o sistema Pix tem se consolidado como a principal forma de realizar transações financeiras no Brasil, sendo utilizado por 76,4% da população. De acordo com dados do BC, até o final do ano passado, mais de R$ 75,4 trilhões haviam sido movimentados através da plataforma, com cerca de 181,6 bilhões de transações registradas.
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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou que essa inovação tem facilitado o acesso ao crédito e ao consumo no país.
Durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal em maio deste ano, Galípolo afirmou que não existe rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito; pelo contrário, ambos se complementam. Ele ressaltou que “o Pix incluiu pessoas que estavam à margem do sistema financeiro”, permitindo que muitos brasileiros abrissem contas bancárias e adquirissem cartões de crédito.
Além disso, pesquisas recentes indicam que as transações realizadas via Pix nas instituições de ensino superior aumentaram em 21% durante 2025, totalizando R$ 690 milhões movimentados segundo dados da Gennera. O sistema está prestes a consolidar sua liderança sobre os pagamentos feitos com cartões de crédito no comércio eletrônico e pode representar metade das transações nesse setor até 2028.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



