Baidu reporta lucro 68% menor no 2º tri de 2026 e receita cai 4,2% apesar de investimentos em IA

No segundo trimestre de 2026, a Baidu enfrentou um novo revés em seu desempenho financeiro. A gigante da internet, com sede em Pequim, tenta se reposicionar como uma referência em inteligência artificial (IA), mas os resultados ainda não refletem os investimentos significativos que a empresa tem feito nessa área.
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A Baidu, que já foi chamada de “resposta chinesa ao Google”, está direcionando cada vez mais recursos para áreas como direção autônoma e desenvolvimento de chips. No entanto, o seu principal negócio histórico, a publicidade, continua em declínio.
O lucro líquido caiu mais da metade pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto a receita apresenta uma queda que já dura mais de um ano.
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Resultados financeiros do segundo trimestre
Nesta terça – feira (18), a Baidu divulgou seus resultados do segundo trimestre, reportando um lucro líquido de 2,32 bilhões de yuans (cerca de US 344,2 milhões). A receita totalizou 31,325 bilhões de yuans, marcando uma redução de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Analistas esperavam um lucro líquido de 2,82 bilhões de yuans e uma receita ligeiramente superior, de 31,34 bilhões de yuans.
Esse resultado abaixo das expectativas acontece em um momento em que as ações da Baidu listadas em Hong Kong desvalorizaram mais de 20% neste ano. O desempenho do papel tem sido inferior ao mercado geral devido à pressão contínua do negócio tradicional sobre as perspectivas futuras da companhia.
Os investidores estão particularmente atentos à listagem da unidade de chips da Baidu, chamada Kunlunxin, que está prevista para ocorrer ainda neste ano em Hong Kong. Essa movimentação poderá impactar significativamente as finanças da empresa no futuro.
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Desafios e estratégias futuras
A Baidu tem concentrado suas apostas no setor de IA, que representa cerca da metade da sua receita total. Contudo, a Fitch Ratings rebaixou recentemente o rating de crédito a longo prazo da empresa de A para A-, citando o declínio estrutural nos anúncios pagos nas buscas online.
A agência também alertou sobre a pressão que ferramentas como IA e chatbots podem exercer sobre a monetização das buscas realizadas na plataforma.
A Fitch destacou que a deterioração das margens no segmento não relacionado ao marketing é um reflexo direto do enfraquecimento do modelo tradicional da empresa. Além disso, a Baidu enfrenta forte concorrência na China tanto de gigantes como Alibaba e Byte Dance quanto de startups emergentes como Deep Seek e Moonshot AI no campo da inteligência artificial.
Robin Li, cofundador e diretor – presidente da Baidu, afirmou: “Nosso negócio impulsionado por IA está agora firmemente estabelecido como o núcleo da Baidu”. Ele enfatizou que a empresa está solidificando as bases para uma nova fase de crescimento orientado pela inteligência artificial.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



