Ativista brasileira relata tortura e violações após detenção de flotilha por Israel

Beatriz Moreira, da Global Sumud Flotilha, relata maus-tratos durante os quatro dias em que ficou detida após a interceptação da missão

2 min

Foto: Reprodução

Brasileira relata tortura e humilhações após detenção em missão a Gaza

Beatriz Moreira, ativista do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Global Sumud Flotilha, compartilhou sua experiência angustiante após ser sequestrada durante uma missão humanitária a Gaza. Juntamente com outros três brasileiros – duas mulheres e um homem – ela passou por dias de sofrimento, conforme relatado em entrevista exclusiva à Rádio Brasil de Fato.

O grupo foi libertado após quatro dias de cativeiro, incluindo mais de dois dias em embarcações que se tornaram prisões.

Moreira descreveu as condições precárias enfrentadas durante o cativeiro, destacando a falta de acesso a água e higiene básica, o que levou a um motim para garantir o mínimo necessário. Ela enfatizou que, embora a experiência tenha sido terrível, testemunhou a humanidade em todos os envolvidos, ressaltando a importância de apoiar a luta do povo palestino.

A ativista expressou a crença de que o objetivo por trás do sequestro era enviar uma mensagem de desestímulo à solidariedade internacional.

As piores violações, segundo Moreira, ocorreram após o atracar dos navios em Ashdod. Ela mencionou casos documentados de violência, incluindo estupro e lesões físicas graves, sugerindo que a ação foi motivada pela intenção de intimidar e desmoralizar a ajuda humanitária.

A ativista ressaltou a importância do engajamento de movimentos populares de diversos setores na causa palestina, que transcende qualquer visão de mundo ou política e trata de uma luta por humanidade e em defesa de um povo que tem o direito de viver.

Moreira detalhou o início da missão, que partiu de Barcelona em 14 de abril, com cerca de 30 embarcações formando a flotilha. O grupo cresceu até atingir 50 navios, com a chegada de ativistas de diversas nacionalidades, que se uniram para oferecer ajuda humanitária.

Leia também

Ela observou o deslocamento das forças de ocupação israelenses, buscando impedir a chegada da flotilha, e descreveu o processo de reagrupamento e reorganização do grupo, com o apoio de organizações palestinas. A ativista enfatizou que a missão humanitária tinha um caráter político, buscando romper o cerco histórico imposto ao povo palestino.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.