Atirador dispara cerca de 15 tiros em escola dos EUA; professor e pai o contêm

A criança de 7 anos permanece em estado grave, mas estável, e outra professora foi ferida; a polícia identificou o atirador como Griffin J. John II.

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Policiais em frente à Silver Rail Elementary School, na cidade de Bend, no estado norte-americano do Oregon.

Um adolescente de 16 anos matou a tiros uma professora e três crianças em uma sala para alunos com necessidades especiais da escola de ensino fundamental Silver Rail, em Bend, Oregon, na quinta-feira (15). Um professor o imobilizou, e um pai armado disparou contra o jovem, que morreu, informaram as autoridades na sexta-feira (16).

As intervenções evitaram que outras pessoas fossem atingidas, disse o chefe de polícia local. Uma criança de 7 anos está em estado grave, mas estável, e outra professora sofreu ferimentos graves, sem risco de morte.

Professor e pai contiveram o atirador

O professor, cuja identidade não foi divulgada, lançou o celular contra o adolescente, imobilizou-o e entrou em luta corporal com ele. O educador não se feriu.

Na sequência, o pai de dois alunos, de 36 anos, interveio com uma pistola calibre .40, registrada legalmente, e disparou várias vezes contra o suspeito, pouco antes da chegada da polícia.

“Quase certamente ajudou a evitar uma tragédia ainda maior”, afirmou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, emocionado, sobre a atuação do professor. Krantz também elogiou a professora que enfrentou o atirador, mas não informou o nome dela.

Kenda Freeman disse ao jornal americano The New York TImes que seu filho, Kaylub Giamanco, pai de duas alunas da escola, foi quem matou o atirador. Em um vídeo publicado pelo jornal, ela leu uma declaração em que afirmou que ele não busca reconhecimento e agradece às equipes de socorro, aos funcionários da escola e à comunidade.

Segundo Freeman, Giamanco pediu privacidade e não quer falar com a imprensa.

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Atirador disparou cerca de 15 tiros

A polícia identificou o jovem como Griffin J. John II, ex-aluno da escola que frequentava o programa de necessidades especiais. Ele estava armado com uma espingarda calibre 12 e disparou cerca de 15 tiros na sala de aula; também carregava outros 44 cartuchos.

Antes do ataque, ele foi visto arremessando a arma por cima da cerca da escola e escalando-a para entrar no local. Um motorista de caminhão que passava pela área o confrontou verbalmente, e o adolescente abriu fogo contra o veículo.

Depois, disparou contra portas de vidro trancadas e invadiu a sala onde estavam alunos com necessidades especiais de diferentes séries. A polícia chegou cerca de três minutos depois do primeiro chamado, quando o atirador já estava morto, relatou Krantz.

As autoridades investigam a motivação do ataque e como o adolescente obteve uma espingarda calibre 12, modelo Maverick 88, de ação por bombeamento. “Todos querem saber o porquê, inclusive nós… Talvez nunca tenhamos uma resposta completa, mas queremos encontrá-la”, disse Krantz.

Dados apontam 149 incidentes em escolas

As vítimas mortas foram três crianças, de 5, 8 e 11 anos, e a professora Meghan Lambert, de 25 anos. Os dados foram divulgados um dia após o início das investigações sobre o mais recente tiroteio em uma escola nos EUA.

Desde o início deste ano, 118 pessoas foram feridas ou mortas em 149 incidentes envolvendo disparos ou a exibição de uma arma de fogo em uma escola, ou tiros que atingiram instalações escolares, segundo o K-12 School Shooting Database, plataforma online sem fins lucrativos que monitora esses casos.

Já o Gun Violence Archive registrou 371 tiroteios em massa desde janeiro de 2026. A base define esses episódios como casos em que quatro ou mais pessoas são atingidas por disparos, sem contar o autor dos tiros. Três dos casos, incluindo o de Bend, ocorreram em escolas públicas.

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