Ataques israelenses matam quatro pessoas no sul do Líbano neste domingo

Israel afirmou que as ofensivas responderam a drones do Hezbollah, enquanto a escalada já deixou mais de 4.300 mortos desde março.

06/09/2026 11:50

3 min

Fumaça em Nabatieh Al-Fawqa, no sul do Líbano, após um ataque israelense
Fumaça em Nabatieh Al-Fawqa, no sul do Líbano, após um ataque is...

Quatro pessoas, entre elas duas mulheres, morreram neste domingo (6) após ataques israelenses no sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde libanês. Israel disse que as ações foram uma resposta a ataques de drones atribuídos ao Hezbollah em áreas ocupadas por suas tropas.

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Apesar de um, as Forças Armadas de Israel continuam atuando no que definiram como uma zona de segurança no sul do Líbano. Dois homens morreram em uma localidade nos arredores da área controlada por tropas israelenses, enquanto as duas mulheres foram mortas em Arab Salim, ao norte da zona ocupada.

Ataques atingem Arab Salim e arredores

Às 6h da manhã, no horário local, as Forças Armadas de emitiram pela internet uma ordem para que moradores deixassem áreas próximas a um prédio em Arab Salim. O Exército afirmou que o imóvel seria atacado por estar sendo usado pelo Hezbollah.

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Duas estavam entre as outras seis pessoas feridas na ofensiva. Esse foi apenas o segundo aviso de retirada divulgado desde o anúncio do cessar – fogo de junho.

A primeira ordem desse tipo desde o cessar – fogo foi emitida em 5 de agosto, para os moradores de Mansouri, perto de Tiro. Israel, porém, já havia lançado panfletos sobre a vila uma semana após o início do acordo, orientando a população a sair antes dos ataques.

Mortes aumentam tensão entre Israel e Hezbollah

Na sexta – feira (4), quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em diferentes pontos do sul do país, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no sábado (5). Os ataques foram realizados sem avisos de retirada.

O Exército israelense declarou que aquelas operações atingiram instalações usadas para armazenar armas do Hezbollah. O grupo libanês afirmou no sábado que a sequência de ofensivas de Israel tinha como objetivo pressionar o governo do país, que participa de negociações diretas sob os auspícios dos .

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O Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeita as conversas.

Desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel em apoio ao Irã, mais de 4.300 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano. A escalada ocorre enquanto as Forças Armadas de Israel mantêm operações na região que classificam como zona de segurança.

Irã faz alerta aos Estados Unidos

O Irã enviou aos Estados Unidos um alerta formal de que responderá com força se Israel conduzir operações militares no sul do Líbano. A comunicação teria sido feita em agosto e acrescentou um novo ponto de tensão ao conflito no Oriente Médio.

Militares iranianos estariam posicionados em uma região de cordilheira ao lado de integrantes do, grupo apoiado pelo Irã no Líbano. A presença conjunta é apresentada como sinal do compromisso de Teerã com a defesa do território libanês diante de possíveis ataques israelenses.

Teerã também tenta incluir o Líbano nas negociações de cessar – fogo com os Estados Unidos para impedir ataques contra o Hezbollah. Em junho, o Irã lançou mísseis contra Israel em resposta a ofensivas realizadas nos arredores de Beirute.

Washington atua como intermediário nas negociações diretas entre o e Israel para encerrar o conflito. Ainda assim, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no início desta semana, depois de mais de um mês sem bombardeios diretos entre os dois lados.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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